UPPNos últimos dias os cariocas se chocaram ao tomar conhecimento de diversos atos de violência cometidos na Cidade. Infelizmente, a maioria deles terminou matando ou traumatizando pessoas inocentes. Ao mesmo tempo, enxergamos poucas providências.

Uma menina foi estuprada na Praia do Leblon. Um jogador do Vasco foi sequestrado e torturado. Uma funcionária do Hospital Miguel Couto foi assaltada dentro da unidade de saúde. Um homem foi atingido por uma bala perdida na Barra da Tijuca. Três pessoas morreram em tiroteio na Avenida Brasil. Paremos por aqui, mas seria possível listar mais e mais casos.

Como é possível enxergarmos como bem-sucedida uma política pública de segurança que permite esse cenário? Como podemos crer que há avanço se existe medo de andar nas ruas à noite e se achamos que podemos ter o carro roubado ao parar nos sinais de trânsito?

A resposta é simples: As Unidades de Polícia Pacificadoras, as chamadas UPPs, trouxeram melhorias em alguns aspectos e por isso geram uma sensação de que os problemas estão sendo resolvidos. Acontece que nem todas as soluções são trazidas pelas UPPs.

Se por um lado diminui o número de fuzis nas comunidades cariocas, por outro lado o tráfico de drogas continua atuando nessas áreas. Ao mesmo tempo em que se reduz o domínio territorial de facções criminosas, aumentam os casos de furtos, assaltos, estupros, roubos de veículos, etc.

Muitos especialistas, inclusive, apontam uma relação de causa e efeito, afinal, não é nada improvável que pessoas antes empregadas pelas facções criminosas busquem suprir a renda perdida através de outros tipos de crime.

Em resumo, a ocupação pela Polícia Militar de regiões antes controladas por um poder paralelo e tirânico configura algo a ser comemorado, porém, a Secretaria de Segurança Pública e o Governo do Estado não podem acreditar que o policiamento ostensivo dos bairros cariocas não é mais necessário. Ao contrário, se torna hoje ainda mais fundamental.

UPP é bom, mas não basta.

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