Às vésperas da estréia do Brasil na Copa do Mundo continua tímido o movimento do comércio especializado em produtos verde e amarelo, confirmando a estimativa da pesquisa Centro de Estudos do Clube dos Diretores Lojistas do Rio de Janeiro – CDLRio, que apontou um crescimento de 1% nas vendas. A pesquisa ouviu 500 lojistas da Cidade do Rio de Janeiro entre 14 e 21 de maio para conhecer a expectativa dos empresários com a Copa do Mundo.

O presidente do CDLRio, Aldo Gonçalves, diz que os lojistas continuam preocupados com as vendas nas lojas especializadas e espera que o bom desempenho da seleção estimule o consumidor. Ele lembra que na última Copa em 2014 realizada no Brasil, a venda de produtos verde-amarelo deixou a desejar e resultou em um estoque encalhado da ordem de R$ 12,8 milhões no Estado do Rio e R$ 5,7 milhões na cidade entre camisetas, cornetas, canetas, chinelos, boné, bandeira para carro, bola e outros itens temáticos.

Ele cita também que nas Olimpíadas realizadas aqui no Rio o comércio esperava um aumento de 5% e vendeu menos de 2%. “Isso mostra que eventos dessa grandiosidade acabam tirando o foco das pessoas para o consumo. A vendas acabam ficando concentradas nos setores de alimentação e entretenimento. Além disso, o nosso principal adversário no campo das vendas é a informalidade que tomou conta da cidade e que sempre aumenta muito em épocas com essa. É uma concorrência desleal, que prejudica bastante o comércio formal, que emprega, paga aluguel e impostos”, explica Aldo.

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