Foto Cleomir Tavares / Diario do Rio

O vereador Felipe Michel, vice-presidente da Comissão de Transportes da Câmara, deu entrada na justiça, nesta quinta-feira (18/03), numa ação popular pedindo ao consórcio BRT e à prefeitura explicações sobre a frota, o estado viário e das estações, e irregularidades encontradas no sistema.

O texto cobra ainda um plano de ação para a recuperação do BRT até o fim de 2021, conforme exigido no decreto 48.392, de 1º de janeiro de 2021, além de dados sobre a quantidade de ônibus da frota atual e das estações, seu estado de conservação, o custo estimado para a recuperação e o valor do orçamento municipal de 2021 destinado à recuperação do sistema. 

Havia uma expectativa de que, nesta quinta, a prefeitura publicasse um decreto anunciando a intervenção no BRT, mas isso não aconteceu. Felipe Michel vem fazendo semanalmente diversas diligências no BRT e conversando com os usuários sobre os problemas.

Não dá para continuar na forma que está. A população não aguenta mais. Temos aglomerações todos os dias, em todos os horários, já tivemos acidente fatal, toda hora um veículo quebra, atrasando ainda mais a viagem dos passageiros. É preciso tomar medidas urgentemente e enquanto não se resolve, temos que apresentar outras opções para os cariocas, como o transporte alternativo e o retorno das linhas de ônibus que foram extintas“, cobrou o vereador.

1 COMENTÁRIO

  1. O BRT do Rio é um projeto que já nasceu “morto”, ou seja, destinado ao fracasso. Primeiro, se baseia no modal rodoviário-urbano que é comprovadamente obsoleto e ineficiente. Os fatos provam, pois é só colher reportagens na mídia televisiva que se constatará as deficiências do sistema desde a sua implementação ainda na gestão de Eduardo Paes, em seu segundo mandato. Segundo, o leito de passagem dos ônibus do BRT foi muito mal construído e pior ainda, trafegando em vias internas dos bairros, gerando perturbação no tráfego dos bairros que atravessa, além de imensa falta de segurança e enorme perigo para os usuários do Sistema. Assim como da população que circula normalmente pelas vias urbanas da Zona Oeste. Terceiro, o serviço de transporte urbano de passageiros por ônibus é tradicionalmente ineficiente operacionalmente e muito caro para os usuários. Também se pode comprovar por reportagens em todas as mídias sobre isso: condução perigosa pelos motoristas é “a norma”, as passagens são caras a vista do desconforto e insegurança de qualquer viagem de ônibus na cidade do Rio de Janeiro. Ou seja, o Prefeito Eduardo Paes fez uma escolha errada no passado, quando deveria ter investido em um sistema ferroviário urbano complementar ao Metropolitano já existente, em via suspensa, criando assim um Metrô Elevado pelo percurso do atual BRT em quase toda a sua extensão. Pelo mundo, e até aqui no Brasil – vide a cidade de São Paulo ou Recife -, é a melhor opção. Não muito mais custosa de execução, porém é de retorno seguramente positivo pois a concessão desse Sistema poderia incluir a sua construção, além da operação. Em resumo, acho que Eduardo Paes “enganou” a população carioca, e fez mais uma obra “de maquiagem”, fajuta e inútil. É lamentável que os políticos fluminenses, de que nível social ou econômico sejam, prefiram sempre tratar mal a população, sem o respeito e a humanidade que merecem receber do Estado! Uma tristeza!

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