Foto: Jorge Andrade

Parece que há uma vontade de legislar na Câmara dos Vereadores, e isso nem sempre é bom. Veja o Projeto de Lei nº 1.327/2019, do vereador Paulo Pinheiro (PSol), que obriga as empresas de ônibus a instalarem dispositivos sonoros que alertem aos motoristas quando as portas estiverem parcial ou totalmente abertas em todos os ônibus da frota. O objetivo seria diminuir o número de acidentes envolvendo ônibus circulando com portas abertas. Apesar de parecer óbvio quando a porta de um ônibus está aberta, na verdade, é algo ululante.

O descumprimento da medida resultará em multa no valor de R$ 1 mil para as empresas infratoras, sendo esse valor cobrado por cada veículo em que a irregularidade seja constatada. O Poder Executivo ficará responsável por fiscalizar o disposto nesta proposição.

O parlamentar explica que “um acidente, como a queda de um ônibus em movimento, pode resultar em fraturas pelo corpo e traumatismo craniano, podendo levar a óbito. Há, ainda, a possibilidade de um atropelamento decorrente da queda“.

2 COMENTÁRIOS

  1. Quintino, eu não o conheço pessoalmente, mas posso apostar que você não pega ônibus. No máximo você usa as linhas da Zona Sul, que são bem melhores que as das outras regiões da cidade. Caso contrário você saberia que se trata de um problema comum. Muitas vezes o motorista deixa a porta dianteira (a de embarque) aberta com o veículo em movimento por simples desleixo ou até para entrar algum vento, nos dias de muito calor, considerando que boa parte da frota de ônibus das zonas Norte e Oeste ainda não é refrigerada. Mas isto não é o pior: não e incomum que os ônibus viagem com a porta traseira, a de desembarque, aberta, colocando a vida dos passageiros em risco, ainda mais quando estão lotados. O motorista dá a partida sem perceber que não fechou a porta. Testemunhei isso diversas vezes. Mas realmente esse sinal sonoro é desnecessário. Existe um mecanismo que impede que os ônibus partam quando uma porta está aberta. Sei disso porque há placas nos ônibus, sobre as portas, que informam essa ordem. Mas esse mecanismo não é instalado ou é desativado pelas empresas ou pelos motoristas. Basta que os fiscais verifiquem o funcionamento do mecanismo e que punam severamente a empresa que não respeita a norma e o problema acabará.

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