Foto Cleomir Tavares / Diario do Rio

A Câmara de Vereadores do Rio tem virado uma máquina de má ideias, já quis obrigar botequim a ter cardápio infantil, depois transformar o Rio de Janeiro em capital mundial da mendicância e natarde desta quarta-feira (15/9) aprovaram um projeto de lei que simplesmente pode acabar com a liga feminina de esportes. O projeto do vereador Dr. Gilberto (PTC) e Tânia Bastos (Republicanos) é cheio de boas intenções, afinal ele estabelece premiação igual entre homes e mulheres em competições esportivas.

Mas, como dizem, o caminho para o inferno é pavimentado por boas intenções. Afinal, não temos como comparar a audiência do futebol masculino com feminino, vôlei, basquete e qualquer outro esporte. A premiação, obviamente, segue as leis do mercado, e por isso modelos e influenciadores mulheres recebem, normalmente, muito mais do que os homens. Isso não é sexismo, machismo ou qualquer ismo que queiram inventar, é uma realidade. Propaganda de brinquedos, por exemplos, tendem a focar no público infantil, isso é lógico.

Mas nossos vereadores parecem que não gostam de pensar muito, como no caso do botequim com cardápio infantil, o projeto é impossível e não atenderá seu destino. O que vai acontecer, se não for vetado pelo prefeito Eduardo Paes (PSD), é simplesmente o fim das ligas femininas no Rio de Janeiro. Quem será louco de patrocinar um campeonato carioca feminino e ter que pagar o mesmo que no campeonato carioca masculino? Ninguém, claro!

O projeto passou na Câmara com quase unanimidade, apenas os vereadores mais a direita, Rogério Amorim (PSL), Gabriel Monteiro (PSD), Pedro Duarte e Carlos Bolsonaro (Republicanos) votaram contra. É que eles não tem obrigação com o politicamente correto da estupidez. De acordo com Amorim: “Mais uma vez querem mudar a realidade na base da canetada. Inacreditável. É a velha discussão inútil das redes sociais nas quais Marta tem que ganhar mais que Neymar. “

Duarte também diz que nada se resolve na canetada: “A intenção do vereador é nobre e inclusive tentamos uma emenda para adequar o projeto, mas não tivemos os apoios necessários para apresentar. Votei contra porque não é com um projeto que vamos resolver a situação da premiação entre masculino e feminino no esporte. Canetada não muda a realidade como ela é, só gera mais problema e distorção”.

2 COMENTÁRIOS

  1. Mas que MERD@ de reportagem! Machista, carregada de argumentos sexistas SIM! Existe uma dívida histórica com as mulheres, onde voces machos por mais de séculos proibiu a mulher de participar de diversos esportes, e essa reparação tem que ser feita! Palhacada essa reportagem! Bem coisa de bolsominion! ?

  2. Tem que observar direito os termos da lei. Ele aborda competições distintas femininas e masculinas ou competições que simultaneamente competem homens e mulheres? Em um evento de atletismo, corrida de rua, natação, triatlo onde os patrocínios são para o evento não tem porque premiar com valores diferentes homens e mulheres. Competições de campeonato como futebol, vôlei, basquete… Geralmente são campeonatos separados cada um fecha seu patrocínio, direitos de imagem….

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