Edifício de última geração do Grupo Teruszkin sofre com vacância, e segue oferecendo 3 anos sem pagar aluguel para quem se dispuser a trabalhar na Barra.

Segundo um levantamento da plataforma Siila Brasil, que mede a ocupação de escritórios de alto luxo em diversas regiões do Brasil, a crise na ocupação dos escritórios e edifícios da Barra da Tijuca está deixando os investidores desesperados.

Enquanto a ocupação de escritórios na região central da cidade tem melhorado, com a absorção de mais de 18.000m2 de escritórios na região por empresas como IBM e Banco do Brasil num único prédio de luxo (o Ventura, na Avenida Chile), a vacância na Barra da Tijuca só faz aumentar.

Este semestre foi a Vivo, operadora de telefones celulares, a reduzir sua sede na Barra da Tijuca, deixando às moscas nada menos que 15,6 mil metros quadrados de escritórios de ponta, segundo relatório da Siila publicado em O Globo. A assessoria da empresa informou que, apesar da mudança de Sede, não deixou de ter escritório no bairro. Um funcionário da empresa informou, porém, ao DIÁRIO, que a empresa reduziu sua operação no local em 2/3, mas que um andar inteiro está em obras para ser inaugurado até outubro.

A trilha de reduzir ou abandonar escritórios na Barra foi seguida por diversas outras empresas que deixaram a Zona Oeste em direção aos mais modernos edifícios do Centro e do Porto Maravilha, como fizeram Shell, Unimed, Amil, Águas do Rio e outras.

O desastre é tamanho que grandes grupos investidores em propriedades comerciais na Barra estão oferecendo seus imóveis para locação, com 3 anos sem pagar nenhum aluguel. É o caso da Teruszkin, uma empresa de investimentos imobiliários com quase 80 anos de tradição na construção e locação de edifícios na região. A empresa lançou a campanha 36off, em que vem oferecendo seus escritórios, sem custo nenhum, para quem quiser ocupar por este período (foto abaixo). Oferecem salas num edifício de última geração, ao lado da maternidade Perinatal, e frontais ao BRT, com direito ao uso de salas de reunião e auditórios montados.

A Teruszkin segue oferecendo salas, sem o pagamento de aluguel por nada menos que três anos, para tentar fazer frente ao péssimo momento de locação de imóveis para empresas na Barra.

No Porto, a questão é: onde comer na hora do almoço?

Por outro lado, no Porto Maravilha o problema tem sido outro. São tantos os escritórios locados na região ao mesmo tempo, que os restaurantes existentes dentro dos modernos empreendimentos não têm dado conta do volume de pessoas querendo almoçar. As salas já haviam sido locadas há muito tempo, mas só agora edifícios como o Aqua e o Vista Guanabara têm sentido a diferença, com o arrefecimento da pandemia e o retorno das pessoas ao trabalho.

Almoçar na região tem se tornado uma aventura de muito mais do que a uma hora de almoço a que nós temos direito”, comenta Analice Santos, funcionária de uma grande empresa com sede num dos edifícios de luxo da região portuária. Ela conta que o restaurante do prédio não dá conta, e que acaba tendo que comer uma comida gostosa mas muito calórica, em restaurantes como o Gracioso ou a Casa Porto, já tradicionais na área. “Os restaurantes dos prédios não dão conta, e nem a gente quer comer todo dia a mesma coisa. E comer no trabalho não é algo bacana. Não dá pra entender porque com tantas lojas vazias na região, não há tantos restaurantes novos ainda”.

Para Marcos Rocha, da filial da Sergio Castro imobiliária que funciona na região desde 2008, o problema ainda é decorrente da pandemia. “Muita gente aindaduvida que o trabalho presencial vai voltar 100%, mas a verdade é que isto já está acontecendo. Só que o investimento em alugar um imóvel pra restaurante aqui na região é alto, pois os imóveis costumam estar em mau estado, e o investimento numa cozinha industrial não é pequeno. Os donos de restaurante têm visitado imóveis conosco, mas ainda estão com medo de fechar”. Rocha explica que empreendimentos como o Aqwa e o Vista Guanabara, que estão dentre os maiores e mais modernos da região do porto, já estão quase que plenamente ocupados.

Melhora no Centro Financeiro

No velho Centro da Cidade, as coisas têm melhorado aos poucos. A reportagem do Diário do Rio circulou pelas ruas do chamado “centro financeiro”, quadrilátero formado pelas ruas Primeiro de Março, Uruguaiana, Erasmo Braga e Buenos Aires, e encontrou a região bem mais cheia, diferente de 45 dias atrás. Lojas reabrindo, como a Starbucks da Rua da Assembléia, e novas inaugurações, como a Grandcru, na mesma rua, dão uma cara mais ativa ao centro cansado da guerra contra a COVID. A rua da Quitanda, entre São José e Sete de Setembro, já fervilha; uma grande loja Renner com vários pavimentos ocupa o prédio onde funcionou a C&A e que ficou vazio por muitos anos. Mas após as 17h, esvazia muito rápido, coisa que, em tempos normais, só acontecia após as 19h.

Edifícios como o Presidente Business Center, na Cidade Nova, tem começado diminuir sua vacância; um andar de quase 2.000m2 foi alugado recentemente, e outros estariam sendo negociados. “As visitas aumentaram consideravelmente“, disse um dos porteiros do mega empreendimento que é conhecido por ter um dos melhores custos-benefício do Centro, apesar de localizar-se um pouco fora da região mais procurada. Outros edifícios de luxo, como o Ventura, estão sendo reocupados rapidamente, como falamos no início da reportagem.

Ainda segundo o estudo da Siila, 31,5% dos escritórios de alto padrão do Rio estão vazios no momento. O percentual é menor que os 32% do período pré-pandemia.

Aliança Centro

Alguns dos maiores proprietários de imóveis comerciais no Centro estão tentando unir-se para fazer a diferença. Segundo informações obtidas com exclusividade pelo Diário do Rio, alguns dos principais protagonistas do mercado de imóveis para renda na região Central estão criando uma Aliança, com o intuito de promover a ocupação dos edifícios comerciais e a atratividade da região.

Atualização 18.29 – 4/11/2021

Apesar de o relatório da SIILA informar que a Vivo deixou sua antiga sede na Barra da Tijuca, deixando vacantes 15,6 mil metros quadrados, a assessoria da empresa afirma que não deixou a Barra da Tijuca e que continua com escritórios no bairro.

16 COMENTÁRIOS

  1. Fakee news!!
    Procura alugar uma unidade no empreendimento da foto!! Não tem!

    A reportagem não informa que 36 meses o inquilino precisa fazer a obra e instalar o ar condicionado.

    Cadê a imparcialidade? Quem é Sérgio Castro na barra?

  2. O que importa pra mim é o aumento de conta de celular deste mês( da vivo, mas apesar de ainda tem um bom sinal, tem lugares (sub solo de alguns lugares o sinal não chega)..aumenta o.preco e as concorrentes nos querendo fazer portabilidade!!!

  3. Preguiça sim, falar em debandada, isso é piada ou conspiração ??? Se quer ficar em casa, monte seu negócio, empreenda e corra os riscos de ser Patrão nesse país cruel com quem deseja EMPREENDER.
    Típico funcionário fantasma que não agrega nada. Basta o mercado aquecer que o Sr estará DESEMPREGADO, mesmo com demanda para vagas.
    Fácil falar sem ter coragem para arriscar, parece sindicato, mal do país.

    • Para de defecar no teclado! Esse choro todo é desespero por que a sua BIROSCA que vc chama de restaurante vai falir já que nem empresas nem empregados tem mais interesse em manter escritórios inúteis? kkkk, aceite o futuro, o teletrabalho tá aí pras empresas economizarem e os empregados renderem mais e com qualidade de vida!

  4. Toda a matéria é fake! O prédio da foto é o que tem a maior ocupação. Essa região do Centro Metropolitano é a que mais cresce. O cara quer alavancar o Porto Maravilha denegrindo a imagem de um outro lugar, e ainda por cima inventando histórias.

  5. Materiazinha tendenciosa, hein! Esse prédio aí chegou a 70% esse mês. Outra coisa, esse empreendimento não é da Teruszkin. Eles têm algumas unidades nesse prédio. Só para sua informação, é o local que mais cresce. Então, se vc quer alavancar o Porto Maravilha – o que eu acho ótimo – não precisa inventar história não, basta trabalhar promovendo sem a necessidade de denegrir outro. Papelão!

  6. Blá blá blá
    A pandemia ainda não acabou….esse povo vai se trancar em escritório sem ventilação natural.,..
    Depois não reclama se acabar contaminado ???

  7. Trabalho na Vivo, isso é fake news! Apenas reduziu de 3 pra 1 bloco, que está em reforma até Outubro. Demais blocos serão ocupados por outra(s) empresa(s). O quarto bloco do prédio é ocupado pela Sotreq.

    • Toda a matéria é fake! O prédio da foto é o que tem a maior ocupação. Essa região do Centro Metropolitano é a que mais cresce. O cara quer alavancar o Porto Maravilha denegrindo a imagem de um outro lugar, e ainda por cima inventando histórias.

    • Não é bem assim que a banda toca. Empresa grande ainda consegue bancar isso mas empresas pequenas não tem dinheiro nem estrutura pra bancar essa TI toda – além dos riscos trabalhistas. Em última análise, quem vai decidir isso é o patrão… funcionário só vai virar a mesa se começar a pedir demissão pra forçar home office.

      • Risco trabalhista existe tanto no trabalho remoto quanto no presencial. Mas, concordo, as empresas mais retrógradas só aceitarão home office com a debandada de empregados. E, claro, quando vier as primeiras contas de luz, água, manutenção, segurança e etc do lindo escritório que elas alugarem.

        • O nome disso daí se chama preguiça!!!!!!! Todos sabemos que apartir do momento que saímos de casa corremos riscos! Agora usar isso pra querer home office é a mais pura preguiça! Quem decide isso é a empresa e quem não concorda a porta da rua é a serventia da casa! Eu eim povo preguiçoso tem tanta gente querendo trabalhar e não tem oportunidades e tú querendo home office ???? deixa de preguiça homem vai trabalhar pronto falei, não aguento essa gente preguiçosa

          • Preguiça? E desde quando alguém tá trabalhando no transporte público? Que diferença faz trabalhar de um escritório ou de casa? E quem é você pra decidir pelas empresas? Já sei, ou é dono de restaurante a quilo que quer que empregado de escritório sustente a tua birosca ou um recalcado né?

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