Fui crítico no início, mas o VLT Carioca que completa 2 anos de circulação nesta terça, 5 de junho, foi uma excelente aposta no Centro, especialmente por ligar as regiões centrais da cidade. Eu que já fui estagiário de Direito me lembro da dificuldade de ir do fórum na Praça XV para o Federal na Venezuela, porque era perto demais para um táxi ou ônibus mas longe demais para ir andando, especialmente no calor de 40º. Agora é só uma viagem rápida de VLT, isso sem contar a facilidade para quem desce na Rodoviária e pode pegar um ônibus no Centro, sem depender dos táxis locais, e o mesmo para quem desce no Santos Dummont

O VLT soma nestes dois anos 23 milhões de passageiros transportados em mais de 200 mil viagens realizadas no período. Atualmente, há duas linhas e 26 paradas/estações em operação.

Nesses dois anos, os VLTs já somam mais de 1 milhão de quilômetros rodados, com média atual de 70 mil km/mês. As paradas de maior movimento confirmam a intenção integradora do projeto. Central (trens, metrô e ônibus), Colombo (integração VLT+VLT) e Cinelândia (metrô) representam 30% do fluxo de passageiros.

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Há um ano, cerca de 35 mil pessoas andavam de VLT diariamente. Hoje, o número é de aproximadamente 65 mil, um crescimento de 85%. Desse total de público, 70% utilizam o sistema para deslocamentos relacionados ao trabalho, segundo dados do Datafolha. Para a maioria dos usuários, o VLT é também um transporte de uso frequente, entre quatro a sete vezes por semana.

Com mais de 70 atrações turísticas entre museus, teatros, centros culturais e prédios históricos no entorno das duas linhas em operação, o VLT tornou-se ainda um incentivo para quem busca conhecer áreas históricas como a Cinelândia e a Praça Tiradentes. O mesmo vale para o Boulevard Olímpico, novo polo de eventos da região que concentra atrações como os museus de Arte do Rio e do Amanhã, além do AquaRio. A Parada dos Navios, por exemplo, chega a ter aumento acima de 30% no fluxo quando há eventos no boulevard. Já às terças-feiras, quando os museus têm entrada gratuita, o movimento na linha 1 chega a crescer em até 6%.

E o sistema cresceu sem perder o conceito de transporte sustentável. Com o VLT em circulação, são cerca de 46 mil veículos a menos nas ruas do Rio todos os dias, considerando a taxa de ocupação de veículos em 1,4 passageiros (Fonte: ANPTrilhos). Além disso, mesmo sendo movido a energia elétrica, o VLT ainda reforça seu modelo ao adquirir a energia para a operação de fontes renováveis. Com isso, só em 2017, a concessionária deixou de emitir mais de 700 toneladas de carbono na cadeia de produção.

Esse período representa também a consolidação do modelo de pagamento sem catracas ou cobradores. Cariocas e visitantes mantém o respeito ao sistema e a taxa de evasão segue inferior a 15%. Para aumentar as opções de serviço, a concessionária instalou nas paradas e estações terminais de consulta que permitem verificação de saldo, desbloqueio de cartões e liberação de recarga. Além disso, o processo de compra nos terminais de autoatendimento agora tem opção trilíngue (português, inglês e espanhol).

Atualmente em obras, a linha 3 ligará a Central do Brasil ao Santos Dumont via Marechal Floriano com três novas paradas. O trecho entra em operação até o fim do ano. Serão mais opções para circular no Centro com o VLT Carioca.

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