Servir ao outro para ofertar maior bem estar. Essa sentença orienta a vida de Paulo José
Carvalho de Brito Macedo
, simplesmente Paulo Carvalho, o Tio Maluco, como
carinhosamente é chamado por aqueles que recebem sua atenção e afeto.

Desde 1995, Paulo Carvalho atua como voluntário na Casa Ronald Mc Donald, na
Tijuca, dedicando três horas semanais em prol das crianças, que acompanhadas de um
dos seus responsáveis, recebem morada na cidade do Rio de Janeiro, enquanto realizam
seus tratamentos contra o câncer.

A casa possibilita não só a estrutura de acomodação e alimentação para essas pessoas
nesses momentos difíceis, mas também reforça a importância de prover laços solidários
e de amor, componentes essenciais – já comprovados – em todo processo de cura.

O serviço voluntário sempre fez parte da trajetória de Paulo Carvalho, que teve na
referência das ações de sua avó, Dona Baldomera, uma mulher guerreira, determinada,
que apesar de todas as dificuldades, a demonstração de nunca abdicar em estender a
mão a quem mais precisa e demonstra ser mais vulnerável.

Ele recorda com carinho de sua inspiração: “lembro que ela ajudava uma família no
Morro de São Carlos (família que eu ajudei também por um tempo) e a Casa da Mãe
Solteira na Rua Bambina, em Botafogo, bairro onde chegamos a morar por um tempo.”
O primeiro trabalho disciplinado como voluntário de Paulo Carvalho foi no Hospital
Gaffrée e Guinle entre os anos de 1990 a 1994. Seu papel na instituição era justamente
de visitar pacientes com AIDS internados nas enfermarias.

Em 1994, Paulo Carvalho se distanciou desse trabalho voluntário e se viu
completamente sem um propósito, já que, logo, percebeu, que sua iniciativa de ofertar
seu tempo e seu carinho a quem precisasse fazia sua vida ter um sentido mais pleno. Foi
então, quando ao fazer um lanche na rede de fast food Mc Donald, deparou-se com uma
divulgação no papel que cobria as bandejas do restaurante anunciando abertura da
primeira casa de assistência as crianças em recuperação do câncer, oriundas de diversas
localidades do Brasil, e que seriam acolhidas quando estivessem em tratamento na
cidade do Rio de Janeiro.

Nesses vinte e cinco anos de dedicação, Paulo Carvalho coleciona histórias bárbaras
vivenciadas por lá, mas algo que é recorrente e que lhe faz tão bem é ser recepcionado
com as corridas das crianças para lhe abraçar e o sorriso de cada mãe e de cada pai em
forma de gratidão.

Além disso, Paulo Carvalho menciona a satisfação de estar com pessoas do bem, que
como ele, acreditam que ser feliz pressupõe colaborar para promover a felicidade do
outro. Ele cita que o trabalho dos voluntários evoca uma união completa, respeitosa e
colaborativa, que vai muito além do ambiente do próprio local, transformando-se em
amizades que prosperam a base de muita admiração e zelo, como o caso de sua colega,
Regina, a quem ele simboliza como uma “grande pedra preciosa”, atuando consigo na
Casa Ronald Mc Donald desde de fevereiro de 2000.

Atualmente Paulo Carvalho, que é massoterapeuta, mora no bairro de Vila Isabel, e
apressa-se em dizer que mesmo tendo nascido em Recife, como veio bem pequeno para a cidade do Rio de Janeiro, ele se considera um carioca e tem muita satisfação de se
declarar como tal.

Não existe dúvida, frente a essa linda história, que para o Rio ter uma pessoa como o
Paulo Carvalho, tão integra, tão generosa e tão comprometida com o coletivo, assim
como todos os seus colegas de trabalho voluntário, é uma honra, uma felicidade, pois
ele representa algo que está no DNA da população: a felicidade de extrair sorrisos,
mesmo em ambientes que estes sejam escassos pelas adversidades, mas que resistem e
persistem na esperança de dias melhores.

www.casaronald.org.br

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