De completo desconhecido a governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), foi eleito hoje, 28/10, para suceder a Luiz Fernando Pezão (MDB). E, novamente, contrariando as pesquisas, Witzel que já surpreendeu no 1º turno, também venceu muito além da margem de erro, enquanto Eduardo Paes (DEM) ficou abaixo do esperado. (N.E.: a apuração ainda acontece, mas neste momento parece impossível uma virada do Democratas).

Witzel tem de agradecer sua eleição mas a cola ao eleitorado do Bolsonaro, do que aos seus próprios méritos, pelo eleitorado desconhecida. Já Paes não conseguiu se descolar da imagem de Sergio CabralJorge Picciani Eduardo Cunha. Algo que já tinha falado no começo do processo eleitoral, que o ex-prefeito precisava mostrar a preocupação com a ética, o que não fez.



Paes repete o que aconteceu em 1998, com Cesar Maia (perdendo para Garotinho), e 2006 com Denise Frossard (perdendo para Sergio Cabral), vencendo na capital e em Niterói, mas perdendo na maioria dos outros municípios do estado. E agora Paes deve seguir o caminho de seu antigo padrinho político ao perder para governador, e ser candidato a prefeito em 2020 e já entre os favoritos.

Quanto a Wilson Witzel, não sabemos bem o que esperarmos dele. Sua campanha foi basicamente se ligar a Bolsonaro, além de frases feitas para o eleitorado. Mas desejamos sorte e ficaremos na torcida que se cerque de pessoas capazes e competentes e que resolva o problema da segurança no Rio de Janeiro e nos tire desta crise. Se conseguir isso, Witzel certamente se gabarita para ser presidente, se não conseguir, a ser esquecido.

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