Wilson Witzel, governador afastado do RJ - Foto: Reprodução/Internet

Em uma série de mensagens publicadas no seu perfil do twitter nesta quinta-feira (24) no , o governador afastado Wilson Witzel (PSC) afirmou que enfrenta o processo de impeachment de “cabeça erguida”. Ele ainda afirmou que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) está cometendo um “grande erro” e que foi “pressionada pelas redes sociais“.

Veja as mensagens publicadas pelo ex-governador afastado nesta quinta-feira:

Na noite desta quarta-feira (23/09), a Alerj aprovou o pedido de impeachment por 69 a 0 e autorizou a abertura de um processo por crime de responsabilidade. O único parlamentar que não votou está em isolamento com Covid-19.

Com a decisão dos deputados, a Alerj autorizou o andamento do processo por crime de responsabilidade, publicada na edição desta quinta-feira (24/09) no Diário Oficial.

Agora, o documento com os votos dos deputados será encaminhado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

No TJ-RJ, um tribunal misto, formado por cinco desembargadores e cinco deputados, decidirá ou não pelo impeachment. Conduzido pelo presidente do TJ-RJ, Claudio de Mello Tavares, o tribunal misto tem previsão de concluir o processo em 180 dias.

No dia 28 de agosto, o ministro do STJ Benedito Gonçalves já havia afastado Witzel por 180 dias após receber denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República). Em 2 de setembro, a Corte Especial do STJ confirmou o afastamento por 14 votos a 1. Nesse julgamento, os os ministros apontaram a gravidade dos indícios apontados na investigação, como o pagamento de contas em dinheiro vivo.

Witzel é investigado por suposta participação em fraudes na área da saúde durante a pandemia do Coronavírus.



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2 COMENTÁRIOS

  1. E interessante ver que a justiça, que deveria ser imparcial, toma o rumo da parcialidade, conforme a conveniência de uma maioria…
    Como se um conjunto de leis existisse exclusivamente para satisfazer conveniências de politiqueiros e não para criar harmonia na convivência dos povos.
    Em um Estado, como o do Rio de Janeiro, onde os últimos três governadores saíram de seus tronos diretamente para as grades de uma prisão, por bandidagem explícita, não sei mais se o quarto governador merece o mesmo destino ou se os bandidos plantados pelos governos criminosos anteriores não aceitam a volta da decência para um Estado frustrado por não ser mais a capital da República, e que não consegue se livrar do vício em viver das tetas do governo central.
    Este aparelhamento do Estado do Rio e de todo o país, por aproveitadores, ladrões e corruptos de carteirinha, simplesmente leva a uma séria dúvida popular sobre estarmos vivendo, ou não, nas mãos de poderes legislativo, judiciário e executivo criminosos, e que ditam as regras para mais crimes, segundo suas conveniências, ou se há alguém que tenta moralizar uma terra sem lei e obviamente sucumbe, diante de uma unanimidade criminosa.

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