André Moura e Wilson Witzel - Foto: Philippe Lima

O governador Wilson Witzel (PSC) começou uma pequena reforma de secretariado após amanhecer com a Polícia Federal na porta de casa. O Diário Oficial desta sexta-feira terá a exoneração de 2 importantes membros do governo, o secretário da Casa Civil, André Moura e o secretário de Fazenda Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho.

André Moura era ligado ao Pastor Everaldo, foi deputado por 2 mandatos seguidos, de 2011 a 2018 e tentou na última eleição uma candidatura ao Senado, onde terminou em 3º lugar. E esta tentativa não foi pelo Rio pois a base eleitoral dele é Sergipe. Moura está totalmente cercado por denúncias, como de uso de verbas públicas do município de Pirambu que eram usadas para comprar comida, bebida e utensílios de cozinha e limpeza para abastecer a casa de Moura (quando este não era mais prefeito) assim como também de parentes e aliados políticos do ex-deputado. Ele chegou a ser condenado em 2ª instância pelo crime.

Ex-aliado de Eduardo Cunha, Moura também foi alvo da Lava Jato, e seus problemas não se resumem a acusações de corrupção: responde também por uma acusação, feita por um adversário político, de ter participado de uma tentativa de homicídio.

Já Luiz Claudio, é técnico e foi Secretário de Estado da Fazenda de São Paulo no governo de Geraldo Alckmin. Foi fiscal tributário no Mato Grosso do Sul e ingressou na carreira de Agente Fiscal de Rendas em São Paulo em 2002. E também atuou como diretor-adjunto da Diretoria Executiva de Administração Tributária de 2015 a 2016 e coordenador-adjunto da Coordenadoria da Administração Tributária da Sefaz-SP de 2016 a 2017.

No lugar de Moura assume o procurador do estado Raul Teixeira, um nome mais técnico. Para a jornalista Mariana Muniz da Veja, esta seria uma forma do governo recuperar credibilidade. Além de tentar rearticular na ALERJ, onde pairam 5 pedidos de impeachment do governador, que, antes das denúncias, vinha tendo sua atuação política elogiada, assim como suas ações contra a violência.

Já na Fazenda entra Guilherme Mercês, que era subsecretário de Desenvolvimento Econômico. Ex-gerente geral de Planejamento e Finanças da Firjan, é economista e especialista em cenários macroeconômicos e finanças públicas. Também é Mestre pela UERJ, com formação executiva em Gestão Estratégica pelo Instituto Europeu de Administração de Empresas INSEAD (França). Na política foi também Coordenador Técnico do Plano de Governo do Romário.

De acordo com Berenice Seara, do Extra, Witzel ainda deve mudar a cabeça de outras pastas. Também se comenta como estando virtualmente fora do governo o atual secretário de Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, envolvido indiretamente no escândalo com Mário Peixoto, de quem foi advogado e é amigo. Também Pedro Fernandes, secretário de Educação, pode deixar o governo nessa mini reforma, que é pequena no número de secretarias mexidas, mas é abrangente na importância que possuem para a condução do governo estadual. O secretário de Ciência e Tecnologia, Leonardo Rodrigues, é dado como certo de sair, além de Felipe Bornier, secretário de Esportes.

Analistas são unânimes ao dizer que quanto menor a influência do Pastor Everaldo no Governo, maiores as chances de Witzel conseguir sair do problema em que se encontra, e retornar ao que vinha lhe trazendo grande popularidade: o combate a violência, as ações de Proteção ao Consumidor desenvolvidas pelo PROCON-RJ e o desenvolvimento econômico.



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