Foto: Ricardo Moraes/Reuters

As polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro estão proibidas de realizarem operações quando as comunidades do estado estiverem recebendo ações sociais e serviços humanitários. A determinação é do governador Wilson Witzel.

A ordem tem como principal objetivo evitar que conflitos aconteçam, ampliando, assim, o diálogo entre as corporações e os líderes comunitários. A decisão acontece após o RJ ter uma semana desastrosa em relação ao assunto, com 4 jovens mortos após a entrada da polícia nas comunidades, sendo 2 deles assassinados durante a entrega de cestas básicas nas comunidades da Providência, na região central da capital fluminense, e na Cidade de Deus, na Zona Oeste.

A instrução foi passada aos deputados estaduais Márcio Pacheco (PSC) e Mônica Francisco (PSol) e a representantes de entidades ligadas aos direitos humanos e ativismos sociais durante uma reunião por videoconferência. Além deles, o encontro virtual contou também com a participação de, por exemplo, Marcus Vinícius Braga (secretário da Policia Civil); coronel Rogério Figueredo (secretário da Pmerj); Priscilla Azevedo (Secretária de Vitimização e Amparo à Pessoa com Deficiência).

”Acho que podemos realizar essa integração para que a gente possa criar maior comunicação e evitar que, no momento de uma necessidade de operação de busca e apreensão ou ação de inteligência das polícias, haja pessoas prestando serviços humanitários nestes locais”, disse Witzel, fazendo referência ao tiroteio ocorrido na última quarta-feira (20/05), na Cidade de Deus, que resultou na morte de um rapaz de 18 anos. A troca de tiros aconteceu em meio à distribuição de cestas básicas para a comunidade.

De acordo com o coronel Figueredo, os comandantes dos batalhões já estão orientados sobre acompanhar as ações sociais nas comunidades, ainda mais neste momento de isolamento social. Ademais, ressaltou que as operações têm que respeitar critérios de conveniência e oportunidade.

Já o governador Wilson Witzel disse ser extretamente necessária essa integração com os batalhões, e revelou que o estado também tem auxiliado nos suportes a programas de combate à fome, especialmente nesse momento de crise.



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1 COMENTÁRIO

  1. Ah, claro vamos proteger o bandido, pois afinal ,ele teve a saída autorizada pelo judiciário e está temendo pela vida devido ao cidadão de bem poder se armar.
    Não se preocupe governador , esses foi se primeiro, único e último mandado.
    Só foi eleito porque comentou estelionato eleitoral se apoiando no nome do Bolsonaro.
    Tic tac, tic tac …..

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