Foto: Reprodução/Internet

Nesta segunda-feira (28/10), uma nova determinação referente à rede pública escolar do estado Rio de Janeiro foi publicada no Diário Oficial do Executivo. O governador Wilson Witzel sancionou a lei 8.585/2019, que elimina a obrigatoriedade do ensino religioso confessional nos colégios.

A partir de agora, o aluno terá a possibilidade de optar por aulas de reforço nas disciplinas em que tenha menor rendimento acadêmico. Esta escolha será feita no ato da matrícula, ou pelo responsável ou pelo próprio aluno, se for maior de idade.

O texto, que modifica a lei 3.459, de 14 de setembro de 2000, é de autoria do deputado Carlos Minc (PSB).

”No Rio, o ensino religioso é confessional, ou seja, não é uma análise filosófica da história e dos princípios das religiões, mas sim um padre ou pastor pregando a religião. Agora, quem não quiser participar, vai poder ter aula de reforço”, afirmou Minc.

1 COMENTÁRIO

  1. Pelo menos uma notícia boa…
    A obrigatoriedade ou mesmo a simples previsão de ensino público de religião é absurda!
    O Estado e o Município firezam concursos ou contrataram, gastando todos os anos milhões com remuneração de docentes que ensinam (sua) religião, posto que o modelo de ensino adotado é confessional, sendo aos selecionados indispensável apresentar certificado junto às entidades religiosas.
    Ou seja, professores formados em história não poderiam lecionar sem a certificação. Não poderia ser feita abordagem histórica e laica (sem defesa de uma que fosse).
    O Município teve concurso para mais de 300 vagas de docentes.
    O dinheiro público poderia estar sendo investido melhor.
    Na época que veio a ser adotado o Ensino Religioso, contando com grande impulso e lobby das bancadas evangélica e católica (e carona, a islâmica) os praticantes espíritas kardecistas foram contrários, pois, no dizer destes:
    “… cabe indiscutivelmente à família a formação religiosa dos filhos, por não ser função da escola”
    “… o confessionalismo religioso nas escolas não é recomendável pois, embora seja tal ensino facultativo ao aluno, sua inclusão legal em carga horária curricular poderá acender atavismos (reaparecimento de um caráter presente em ascendentes remotos) segregadores do ódio entre religiões que tanto já fizeram sofrer a humanidade”.
    Ao fim, reforçando “… a posição de que todo o nosso (kardecismo) trabalho é gratuito”.

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