Operação policial no Jacarezinho em 06 de maio de 2021 - Foto: Reprodução

Um documento divulgado pelo Ministério Público (MP) mostra que a Zona Norte do Rio recebe quase 60% das operações policiais (58,5% do total de registros) realizadas na Capital Fluminense. Outro dado que chama atenção, é que o Morro da Barão, favela na Praça Seca, na Zona Oeste da cidade, é o principal alvo ações das forças de segurança. ações das polícias Militar e Civil.

O relatório do MP que acompanhou incursões das polícias Militar e Civil, mostra que, no período entre junho de 2020 e maio deste ano, a polícia fez 528 incursões em todo o estado – média de 1,6 ações por dia. Os dados foram divulgados pelo portal G1.

Os dados trazem um raio x sobre em quais datas foram realizadas as ações, quais batalhões e delegacias participaram, onde elas ocorreram, quais promotorias são responsáveis pela investigação e quando as operações foram informadas ao MP.

A lista indica 466 operações da Polícia Militar e 60 da Polícia Civil, e outras duas ações conjuntas das corporações durante o período.

Morro do Barão é o principal alvo das operações

Enquanto a maior parte as operações ocorreu na Zona Norte, a avaliação do MP mostra que o Morro da Barão, favela na Praça Seca, Zona Oeste, foi o que mais recebeu ações da polícia.

Ao longo dos 326 dias, são listadas 17 operações na Barão – dez delas realizadas pelo ou com participação do Bope, o Batalhão de Operações Especiais da PM.

A segunda favela onde houve mais incursões é o Muquiço, em Guadalupe, na Zona Norte. Foram 12 operações no período, a maioria delas realizada pelo 9º BPM (Rocha Miranda). Seguida pelas favelas de Serrinha, em Madureira, Chapadão, na Pavuna e Cidade Alta, em Cordovil, fechando o top 5.

Posicionamento da polícia

Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que “a Zona Norte é uma região que concentra grupos de criminosos que mais causam transtornos à sociedade, impondo suas próprias regras aos moradores, interferindo no dia a dia e no bem-estar dos cidadãos”.

Segundo a corporação, “a estratégia de policiamento está atrelada a uma análise minuciosa das manchas criminais locais, visando a repressão às modalidades diversas de delitos praticados no perímetro urbano”.

A PM sustenta que faz ações “transparentes e protegidas pela legislação em vigor”, que são “precedidas de informações do setor de inteligência da corporação e de órgãos oficiais, sendo executadas com base em protocolos técnicos com foco central na preservação de vidas”.

Sobre a a Praça Seca, na Zona Oeste, a PM informou que a região “vem passando por uma disputa territorial entre grupos de criminosos rivais nos últimos meses”.

“O comando da Secretaria de Estado de Polícia Militar intensificou o policiamento em todo o perímetro. Diversas ações estratégicas com equipes do Comando de Operações Espaciais (COE) foram desencadeadas e, há três semanas, a Polícia Militar realiza uma ocupação no local.”

E acrescentou, ainda, que “os policiais militares atuam num cenário complexo, construído há décadas pela disputa violenta por território entre organizações criminosas rivais, combatendo facções de traficantes e milicianos”.

A PM afirma que “essas ações têm contribuído de forma significativa para redução expressiva e contínua dos indicadores criminais mais impactantes, conforme registram dados do Instituto de Segurança Pública (ISP).

Como exemplo, cita os homicídios dolosos no estado do Rio de Janeiro, que segundo a PM “caíram 9% nos cinco primeiros meses deste ano na comparação com o mesmo período de 2020”.

“Foi o menor valor para o período desde 1991, quando se iniciou a série histórica do ISP. O número de homicídios dolosos de maio deste ano também foi o menor para o mês nos últimos 30 anos”, acrescentou a corporação.

1 COMENTÁRIO

  1. Precisamos de muito mais, uma limpeza como a do jacarezinho por semana! Populares que fazem arruaça e protesto defendendo os criminosos sdevem ser detidos também para servir de exemplo!

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