Chico Alencar: Show da última turnê de Gilberto Gil, que passa em revista seus sucessos, é emocionante

Os comentários sobre as apresentações de Gilberto Gil no Rio de Janeiro no último final de semana

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Foto: Giovanni Bianco/Divulgação

Fomos como em procissão assistir, no último domingo (30/03), no Parque da Arena, o show de Gilberto Gil. Jovialíssimo nos seus 82, ele nos convidou para subir naquele palco (os muitos que traziam na testa o deus Sol como sinal). Pra mandar o inferno pra outro lugar. E o sábio recomendou, com Bob Marley: não chore mais… O melhor lugar do mundo é Aqui e Agora.

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Duas horas e meia de êxtase amoroso e estético, perene. Como a “última turnê”? Gil ficará para sempre!

Ficarão ele, Gil, nosso luar (a gente precisa ver!) e mais sua Banda Um, mil, cheia de craques e parentes sanguíneos e musicais; os cenários magistrais de Daniela Thomas e uma produção irretocável pra se tocar (e nos tocar) com Realce, com real teor de beleza.

Nos reconstituímos em memória e emoção: acatamos o abacateiro (afinal, somos do mato), fomos Refavela, refazendo tudo, vindo ou não da Bahia. Extra, extra: se Vamos Fugir, quero que você me carregue.

Cantamos, em coro de milhares, o que não é novidade: oh, mundo tão desigual! De um lado esse carnaval, do outro a fome total. Primeira missa, primeiro índio abatido também.

O mestre foi do Punk da Periferia e Emoriô aos seus (nossos) Retiros Espirituais. E, então, nos elevamos, multidão contrita, pra saber o que fazer Se Eu Quiser Falar com Deus.

O amor da gente é como um grão, Drão! A Estrela que há de cair ou brilhar cada vez que “ocê” chorar ou sorrir, vira luzes por todo o estádio.

Provam que não adianta nem me abandonar. Se necessário, pegamos o Expresso 2222, que parte pra depois: que falta eu sinto de um bem, pois Só Quero um Xodó.

O que ninguém queria mesmo era que o show acabasse, ainda que recebendo Aquele Abraço. Ficamos como que Esperando na Janela…
Vocês estão se divertindo? – perguntou Gil, lá pelas tantas, para ouvir um sonoro e forte “SIM”.

Ele, por ancestralidade africana, sabe que a consciência da dor também é caminho para a alegria: ao entoar a comovente Cálice (parceria com Chico Buarque), junto com aplausos, recebeu um uníssono e comovido “Sem Anistia!”.

Ao fim, saímos todos em estado de graça, noite alta, mas vendo um sol poente muito belo – como se viéssemos, superadas as velhas formas do viver, de uma temporada no Sítio do Pica-Pau Amarelo.

Trata-se de Andar com Fé, que não costuma “faiá”.

VIVA GILBERTO GIL, riqueza fulgurante do Brasil!

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