Conheça o enredo e o samba da Unidos de Padre Miguel

A Unidos de Padre Miguel abre a primeira noite dos desfiles do Grupo Especial com o enredo “Egbé Iyá Nassô”, uma celebração da resistência negra e do poder feminino na fé e na identidade cultural

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Cinco décadas depois, o “boi vermelho da Vila Vintém” está de volta ao Grupo Especial. A Unidos de Padre Miguel abre a primeira noite dos desfiles da elite do Carnaval carioca em 2025 com o enredo “Egbé Iyá Nassô”, uma celebração da resistência negra e do poder feminino na fé e na identidade cultural.

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Comemorando os 200 anos do terreiro Casa Branca do Engenho Velho, primeiro templo de Candomblé do Brasil, a UPM contará a história de Iyá Nassô, uma princesa africana escravizada que, junto com suas irmãs de axé, enfrentou a repressão imperial para garantir a liberdade religiosa e proteger sua comunidade. O enredo exalta a trajetória de mulheres que resistiram à opressão e estabeleceram as bases do Candomblé no país.

Além do tributo à Casa Branca, o enredo reforça os laços da Unidos de Padre Miguel com a Vila Vintém, comparada pelos carnavalescos a uma “pequena África” no Rio de Janeiro, devido à sua rica cultura afrodescendente.

img 1033 1 1 Conheça o enredo e o samba da Unidos de Padre Miguel

A nova rainha da bateria: Dedê Marinho

A estreia da Unidos de Padre Miguel no Grupo Especial também será marcada por uma nova rainha de bateria. Aos 22 anos, Dedê Marinho, cria da Vila Vintém, assume o posto que já foi de Thalita Zampirolli.

img 1034 1 Conheça o enredo e o samba da Unidos de Padre Miguel

Dedê faz parte da escola desde os 9 anos e sempre sonhou em estar à frente da bateria “Guerreiros da Unidos”. Agora, ela representa não apenas a força da comunidade, mas também a valorização de mulheres que cresceram dentro da escola.

Desde 1973 a Unidos de Padre Miguel não desfilava entre as grandes escolas do Rio.


Confira o Samba enredo

Awurê Obá kaô! Awurê Obá kaô!
Vila Vintém é terra de macumbeiro!
No meu Egbé governado por mulher
Iyá Nassô é rainha do candomblé!


Eiêô! Kaô kabesilê Babá Obá!
Couraça de fogo no orô do velho ajapá
A raça do povo do Alafin, e arde em mim
Rubro ventre de Oyó
Na escuridão nunca andarei só
Vovó dizia: Sangue de preto é mais forte que a travessia!
Saudade que invade!
Foi maré em tempestade
Sopra a ancestralidade no mar (ê rainha)
Preceito é herança sem martírio
Airá guarda seus filhos no ilê da Barroquinha

É a semente que a fé germinou, Iyá Adetá
O fruto que o axé cultivou, Iyá Akalá
Iyá Nassô, ê Babá Assika
Iyá Nassô, ê Babá Assika

Vou voltar mainha, eu vou
Vou voltar mainha, chore não
Que lá na Bahia
Xangô fez revolução

Oxê, a defesa da alma na palma da mão
No clã de Obatossi
Há bravura de Oxóssi no meu panteão
É d’Oxum o acalanto que guarda o otá
Do velho engenho, xirê que mantenho no meu caminhar
Toca o adarrum que meu orixá responde
Olorum, guia o boi vermelho seja onde for
Gira saia aiabá, traz as águas de Oxalá
Justiça de Ogodô, tambor guerr

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