Fazendas solares no interior do Rio alimentam cidades e atraem Condomínios

Desconto na conta de luz impulsiona adesão

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Fazenda Independência, em Vassouras (Foto: Divulgação)

No cenário urbano do Rio de Janeiro, uma tendência sustentável está iluminando a cidade de forma mais econômica e ecológica: as fazendas solares. Com a promessa de reduzir os custos com energia elétrica e contribuir para o meio ambiente, condomínios estão aderindo cada vez mais a esse modelo de fornecimento energético.

Este mês, cerca de 40 edifícios administrados pela Estasa Administradora de Condomínios optaram pelo fornecimento de energia remota, um modelo que está rapidamente se expandindo para os 700 condomínios sob a administração da empresa. Luiz Barreto, diretor geral da Estasa, destaca que a energia proveniente das fazendas solares é uma alternativa viável para empreendimentos que não dispõem de espaço para instalação de painéis solares ou para complementar o consumo daqueles que já possuem. “Além de reduzir os custos em 10%, contribuímos para o meio ambiente com fontes renováveis”, enfatizou.

Outra empresa, a CIPA, já está adotando esse modelo em 21 condomínios, seguindo uma tendência que ganhou força após as mudanças regulatórias de 2022. Segundo a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), essas mudanças atraíram 2,3 milhões de consumidores residenciais e comerciais para o modelo de energia solar. “A importância sobre o consumo de energia limpa por parte dos condomínios tem relação direta e impacto na vida dos moradores e síndicos. Com todas as questões envolvendo a pauta de sustentabilidade, o correto uso dos recursos passa a ser um fator social de relevância e o ambiente condominial deve participar desse tipo de consumo. A nossa ideia é ampliar substancialmente o número de condomínios e, para isso, estamos fazendo um forte trabalho de comunicação com nossos clientes, descomplicando e ampliando informações sobre como implantar o consumo consciente de energias limpas”, afirma Bruno Queiroz, gerente de Operações e Negócios da Cipa.

Um exemplo concreto desse movimento é um condomínio em Botafogo, zona sul do Rio, que recentemente aderiu ao aluguel de fazendas solares. Antes da mudança, a conta de luz girava em torno de R$ 50 mil, mas com a nova medida, já experimentaram uma redução imediata de 10%.

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Como Funciona?

Empresas como a Hum Energia Renovável constroem fazendas solares no interior do estado, transferindo a energia gerada para a rede da concessionária local e recebendo créditos correspondentes. Esses créditos são então transferidos para os clientes, que se beneficiam de uma energia mais barata, sem tarifas de rede e encargos setoriais.

Os condomínios cariocas, por exemplo, se beneficiam dos créditos de energia gerada por fazendas solares no interior do estado, construídas pela Hum Energia Renovável. Com 19 plantas solares na região do Vale do Café, a empresa oferece contratos flexíveis e sem burocracia, possibilitando uma adesão simplificada.

O condomínio Cores da Lapa, com 700 apartamentos e mais de dois mil moradores, adotou um modelo misto: placas solares no terraço respondem por 70% da economia no gasto de luz, enquanto os 30% restantes são obtidos por meio de contrato com uma fazenda solar. O síndico, Paulo Badin, destaca uma economia significativa desde a adoção da energia solar. “Nossa fatura era de 50 mil reais. Já estamos com uma economia de 30% nos primeiros anos de uso da energia solar”, esclareceu o síndico Paulo Badin.

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Renata Granchi
Renata Granchi é jornalista e publicitária com mestrado em psicologia. Passou pela TV Manchete, TV Globo, Record TV, TV Escola e Jornal do Brasil. Escreveu dois livros didáticos e atualmente é diretora do Diário do Rio. Em paralelo, presta consultoria em comunicação e marketing para empresas do trade.
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7 COMENTÁRIOS

  1. As respostas são completamente incoerentes. Vocês já pararam para perguntar qual a fonte da energia utilizada na casa de vocês? 36% da energia da matriz elétrica brasileira é de origem mineral, 23% é gás natural e 10% é nuclear, que não são renováveis. 15% é de origem eólica, que exige um desmatamento muito maior que a solar fotovoltaica. A energia fornecida por distribuidoras (Light, ENEL, CEMIG, Equatorial, EDP, COELBA) é majoritariamente originada a partir das fontes listadas. Se vocês forem contra o uso de energias não renováveis, deveria abrir mão de utilizar na casa de vocês geladeira, micro-ondas, iluminação, ventilador, ar condicionado. Também deveriam ser contra o uso de energia elétrica em hospitais, clínicas, mercados e shoppings, então por que não evitam ir a esses lugares também, já que também usam energia renováveis? Quanto a restringir a geração de energia à áreas urbanas, também é algo completamente descabido. Se assim fosse, não haveria fornecimento de energia nem para 1% da população da brasileira. Sabem que está sentido na pele o que é não é ter fornecimento de energia elétrica? A população do Rio Grande do Sul. Vocês também já pararam para pensar que onde vocês moram também já foi vegetação nativa um dia? Talvez vocês devessem começa reflorestando a área de vocês. A construção de usinas como essa ajudam a diminuir a dependência de energia com origens muito piores que hoje vocês já utilizam. O que vocês pregam no papel é muito bonito mas obviamente vocês não pararam para pensar na prática que vocês usam energia muito piores do que a descrita na matéria.

  2. Esses empreendimentos com nomes impróprios de “fazendas solares”, são sustentáveis apenas para contas bancárias destes investidores que desconhecem o o significado da expressão “meio ambiente”,

  3. Povo viaja; árvores não são derrubadas para instalação de usina/fazenda solar. São instaladas em áreas já abertas, como áreas de pastagens, por exemplo.
    Se conhecessem a legislação ambiental, saberiam que toda fazenda tem a reserva legal e áreas de preservação permanente, onde não se pode mexer.
    A construção de hidrelétricas é que causam grandes impactos ambientais, com inundações de imensas áreas de florestas.
    Basta um pouco de raciocínio…

  4. Se uma fazenda de placas solares é construida em uma área onde antes havia árvores, um bosque, ou uma pequena floresta, pode-se chamar esta iniciativa de “sustentável”?

    Eu gosto da ideia de ampliar a geração de energia usando a radiação solar, mas não gosto da proposta destas fazendas, pois, via de regra, são instaladas em áreas que antes eram verdes, onde havia um micro ecossistema, destruído para geração de energia. Sou a favor de gerar energia solar usando áreas urbanas já ocupadas, como a cobertura de prédios públicos, campi de universidades, cobertura de estádios e ginásios esportivos, ao longo das linhas de trens urbanos, em estacionamentos a céu aberto, etc.

    Não vejo como sustentável a derrubada de vegetação nativa para geração de energia.

    • Concordo 100% com você, foi exatamente o que pensei quanto li a reportagem.
      Jamais compraria energia de uma fonte como essa, não tem nada de sustentável.
      As pessoas precisam começar a entender as destruições que fazem. Está aí o Rio Grande do Sul para provar o mal que estamos fazendo para esse planeta. Estamos sentindo muito de perto as consequencias da falta de proteção ao meio ambiente. Um estado inteiro destruído.

      • OS dois comentários são completamente absurdos. E se não for consumir este tipo de energia vai restar o que para você consumir qual então? Já parou para olhar a matriz energética brasileira? 36% é carvão mineral, 23% é gás natural e 9,9% é nuclear que não são renováveis. Em seguida vem hidráulica que causa ainda mais desmatamento que a solar fotovoltaica. De onde você acha que vem a energia que é usada na sua casa? Lamento em dizer que a energia fornecida pela distribuidora (Light, ENEL, CEMIG, EQUATORIAL…) em sua casa é majoritariamente gerada pelas fontes que eu listei. Já que você é contra usar tais tipos de fontes energéticas você provavelmente não deve ter TV na sua casa, nem lâmpadas, , micro-ondas, ventilador ou ar condicionado. Se você for manter a sua coerência, melhor morar no meio da floresta então, acredito que assim você terá uma chance razoável de não utilizar fontes de energia que não são “sustentáveis”.

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