1ª etapa das obras de restauro do Armazém da Utopia serão entregues neste sábado

Revitalização do espaço, localizado na Zona Portuária do Rio, será em duas etapas, sendo a última em agosto

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Parte externa do Armazém da Utopia - Foto: Divulgação

No próximo sábado (29/06), será entregue a primeira etapa das obras de restauro do Armazém da Utopia, localizado na Zona Portuária do Rio de Janeiro. O evento contará com a presença de nomes como Eduardo Paes, prefeito da capital fluminense, e Margareth Menezes, ministra da Cultura.

As intervenções no local, orçadas em mais de R$ 30 milhões, contaram com apoio financeiro, por exemplo, do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da empresa petrolífera Shell e do Instituto Vale.

Houve a revitalização do galpão, além da criação de novos espaços cênicos, teatro com arquibancada retrátil, travessa aberta para o cais e restaurante à beira-mar.

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Vale ressaltar que o espaço é ocupado pela companhia de teatro Ensaio Aberto. ”A partir deste momento, o Armazém da Utopia poderá se consolidar como um porto aberto para receber coletivos irmãos do Brasil, América Latina, África e de todos os lugares do mundo, e se tornar, dessa forma, uma nova casa para todos esses coletivos, um centro de produção criativa com laboratórios artísticos e técnicos, desenvolvimento da nossa tecnologia social de formação de público e democratização de acesso, mantendo a vocação de porto, lugar de abrigo – lugar onde outros coletivos possam fundear ou amarrar e estabelecer contatos e comunicação, lugar de descanso e de refúgio, de chegada e de partida, unindo porto e cidade”, explica Luiz Fernando Lobo, o diretor e fundador da companhia.

Reinauguração em duas etapas

A reinauguração será feita em dois momentos: em junho, fica pronto o armazém 6, de 3.300m². A estrutura do galpão histórico, de tipo inglês, foi restaurada respeitando o projeto original, algo raro entre os 18 armazéns construídos no Cais da Gamboa, e mantendo a arquitetura singular com grande vão central no interior, característico do passado portuário.

A grandiosidade do espaço comporta uma diversidade de eventos culturais e sociais, a exemplo dos já realizados festivais de Cinema do Rio e Back to Black; gravação do trabalho ”Obra Utopia”, da banda Braza; e a instalação temporária da NBA House.

Todas as pontes rolantes, marquises, portões e telhado foram recuperados, e as telhas substituídas. O projeto de luz preservou a iluminação zenital natural e original. Paredes internas e externas passaram por restauro e pintura. Os gradis foram substituídos, toda a estrutura metálica renovada e calhas reconstruídas.

Dois meses depois, em agosto, a reinauguração do espaço se completa com a conclusão da obra no galpão anexo, de 1.750m², onde ficará o Teatro Vianinha (em homenagem ao dramaturgo Oduvaldo Vianna Filho), um dos palcos dos espetáculos da Ensaio Aberto e de companhias visitantes.

Será um teatro multiuso, tipo found space, para 300 pessoas na menor configuração e 500 na maior. Com o fim da obra, a área construída do armazém e do seu galpão anexo aumenta quase 50%, passando de pouco mais de 5 mil metros quadrados para quase 7.500m².

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Parte interna do Armazém da Utopia – Foto: Divulgação

Teatro: um novo formato a cada espetáculo

O teatro terá um sistema retrátil de arquibancada, importado de Londres. Dependendo da configuração do palco – italiano ou em formato de arena, por exemplo -, a arquibancada pode se transformar em menos de cinco minutos.

”Podemos fazer uma plateia italiana, uma arena de dois, três ou quatro lados, um ‘palco sanduíche’, um palco elizabetano… São diversas possibilidades, o que para o nosso trabalho é essencial, porque a gente sempre brincou muito com isso, e o público nunca sabe o que esperar do nosso próximo espetáculo”, explica Lobo.

Além do Vianinha, haverá muitos espaços no anexo do armazém, no segundo e terceiro andares, que antes da obra não existiam.

Entre eles, a Sala Sérgio Britto, com 220m², espaço multiuso para novos espetáculos e performances teatrais; sala de ensaio João da Neves, com 109m²; sala de estudo Leandro Konder; laboratórios de corpo, de figurino, de objetos de cena, de iluminação e de cenografia; salas de produção, de acervo técnico e artístico; três camarins, sendo o maior deles para 45 pessoas; espaço de convivência Aderbal, em memória do companheiro e diretor Aderbal Freire Filho, para elenco e técnicos; a copa-cozinha Adélia Lázari; sete apartamentos para artistas e técnicos visitantes; e almoxarifado, lavanderia, sanitários e vestiários para os cerca de 70 trabalhadores do armazém.

Em uma área reservada para a gestão do espaço, também no anexo, serão inaugurados escritórios para direção artística, direção executiva e produção, operacional e administrativo (financeiro e captação) – todos com espaços adicionais de reunião e para assistentes. Haverá ainda duas salas para as companhias visitantes trabalharem. Todo o espaço terá acessibilidade arquitetônica para pessoas com mobilidade reduzida.

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