25 anos sem Tim Maia: conheça alguns fatos sobre a vida do cantor carioca

Nesta quarta-feira, 15 de março, faz 25 anos da morte de Tim Maia e, para não esquecer sua história, o DIÁRIO DO RIO reuniu algumas curiosidades sobre a carreira do tijucano

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Foto: Divulgação

Tim Maia é, e sempre será, uma das grandes vozes do Rio de Janeiro e ícone da música negra no Brasil. O cantor fez sucesso pelo país e ajudou a popular a MPB pelo mundo afora com seu identificável grave e canções melódicas. Tim faz muita falta para a música brasileira e nesta quarta-feira, 15 de março, completa 25 anos de seu falecimento.

Para não esquecer sua história, o DIÁRIO DO RIO reuniu algumas curiosidades e fatos sobre a vida de Tim Maia.

Começo de carreira

Sebastião Rodrigues Maia nasceu na Cidade Maravilhosa, no bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em 28 de setembro de 1942. E desde novo já tinha vocação para ser um cantor, fazendo suas primeiras composições ao sete anos e participando do coral de uma igreja que a família frequentava.

Sua carreira musical começou aos 14 anos, em sua adolescência cheia de referências de artistas como Elvis Presley, Little Richard e Cauby Peixoto, que influenciaram seu repertório – já que o artista carioca trouxa para a MPB o tempero da “soul music”, com canções que fazem parte da nossa memória e continuam relevantes até os dias atuais.

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The Sputniks e The Ideals

O jovem Tim Maia era muito habilidoso com o violão e chegou a dar “aulas” a Roberto e Erasmo Carlos – Maia conheceu a dupla em um bar na Tijuca, chamado “Bar do Divino”. A amizade com os dois cantores era forte, tanto que Tim chegou a montar um grupo com o Rei, que na época não era nem príncipe, Roberto Carlos e assim nasceu “The Sputniks”.

Mas o grupo não durou muito tempo, pois, Tim, após a morte de seu pai, foi procurar novos ares. Em 1959 partiu para os Estados Unidos, onde ficou por 4 anos, e nesse período fez parte da banda The Ideals. O garoto brasileiro conheceu os membros da banda na periferia de Nova York, onde o conjunto cantava em pequenos salões e botecos. Tim não chegou a cantar, mas gravou duas demos para o grupo como guitarrista, sendo elas “New Love” e “Go Ahead and Cry”. 


Uma curiosidade sobre uma das faixas é que vinte anos depois, em 1973, ele regravou no LP “Réu Confesso” a música “New Love” – fruto da parceria com Roger Bruno na época de The Ideals.


Sucesso no Brasil

O nome de Tim Maia ganhou reconhecimento no país após a gravação de seu primeiro álbum, lançado em 1970, que inclui faixas como “Azul da Cor do Mar” e “Primavera”. O álbum, intitulado apenas como “Tim Maia”, fez muito sucesso e aumentou a popularidade do cantor nos anos 70. Outras canções de Maia estavam estouradas nas paradas do Brasil, como “Não Quero Dinheiro (Só Quero Amar)”, “Gostava Tanto de Você” e “Chocolate”.

Chocolate

E existe uma boa história por trás da música “Chocolate”. De acordo com Nelson Motta, na biografia “Vale Tudo – Tim Maia, O Som e a Fúria de Tim Maia”, em 1971, surgiu o convite da Associação Brasileira dos Produtores de Cacau, pedindo que ele, Tim Maia, compusesse uma canção para ser veiculada como tema de uma campanha de incentivo ao consumo de chocolate. Tim, segundo Nelson Motta, curtiu a ideia e topou. E foi assim que nasceu a clássica “chocolate, chocolate, chocolate. Eu só quero chocolate”.

Entretanto, há uma “lenda” não tão convencional da história, que diz que essa música seria uma referência não apenas ao produto do cacau, mas também ao haxixe – uma variação da maconha, chamado de chocolate pelo tom amarronzado.

Síndico

Não é segredo que Tim Maia possuía um temperamento bem explosivo e abusava do álcool e drogas – coisa que Maia nunca assumiu. E por ser “esquentadinho” chegou a ganhar um apelido curioso: “o síndico”. Histórias contam que esse apelido se deu porque, uma vez, Tim chegou a disparar tiros em direção a funcionários da companhia elétrica que estavam próximos ao prédio em que ele morava.

Jorge Ben Jor, que era amigo de Maia, viu na ocasião a chance de brincar e popularizou o apelido através da música W/Brasil (Chama o Síndico).


“Seita” Cultura Racional

No meio de sua carreira, Tim Maia conheceu a “Cultura Racional” – que era considerada uma “seita” – que pregava uma elevação espiritual. Maia entrou nesse mundo depois de se interessar pelo livro “Universo em descanto” e por criar uma amizade com o guru Manuel Jacinto.

Sebastião largou toda sua vida de drogas e álcool para atingir a purificação proposta pela seita. Chegou até a lançar algumas músicas inspiradas na “religião” com seus discos “Tim Maia Racional Volume 1 e 2” – que atualmente são consideradas relíquias de colecionadores.

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Foto: Divulgação

Mas, a sua “purificação” não durou muito e depois de um desentendimento com o guru, ele voltou para seu mundo anterior e renegou o movimento “racional”. Uma das faixas que Tim fez, nessa época de Cultura Racional, ficou muito conhecida após sua morte, a querida música “Imunização Racional (Que Beleza)”.


Morte

No dia 8 de março de 1998 Tim passou mal durante a gravação de um show para a televisão e foi internado em Niterói, cidade da Região Metropolitana. Tim Maia possuía péssimos hábitos alimentares e, como dito, um grande abuso de substâncias ílicitas. Em decorrência de sua má saúde, Tim Maia faleceu no dia 15 de março de 1998, aos 55 anos, por uma infecção generalizada.

Tim Maia morreu há 25 anos, mas sua voz, arte, história, ainda vivem e influenciam a música brasileira.

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