26% dos moradores do Rio de Janeiro aprovam a ação dos Justiceiros

De acordo com pesquisa do Instituto GPP, 78% da população considera que a criminalidade aumentou este ano. Mas dados mostram que Segurança melhorou

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Uma pesquisa do Instituto GPP mostra que 26% dos fluminenses aprovam a ação de justiceiros, como os de Copacabana. O grupo começou a ganhar destaque na mídia no início de dezembro, após se organizarem via WhatsApp em resposta ao espancamento de um idoso no bairro, suscitando diversos questionamentos sobre o tema da violência urbana.

A pesquisa, realizada entre os dias 20 e 27 de dezembro, ouviu 2.000 pessoas em todas as regiões do estado. Os resultados indicam que a percepção da população sobre a segurança pública está se tornando cada vez mais negativa. 78% da população considera que a criminalidade aumentou este ano.

Vale ressaltar que a percepção de segurança muitas vezes não está diretamente relacionada aos números da Segurança Pública. Em 15 de dezembro, o Instituto de Segurança Pública revelou que o Rio de Janeiro teve o menor número de roubos de rua dos últimos 19 anos. Os roubos de rua (roubo de aparelho celular, roubo a transeunte e roubo em coletivo) reduziram 11% no mês de novembro. Este foi o menor número de casos para o mês desde 2004. Na comparação do acumulado do ano, a queda foi de 17% (9.560 roubos a menos no ano). Ainda nos crimes contra o patrimônio, os roubos de carga caíram pela metade em novembro, registrando o menor valor para o mês desde 2008. Foram 450 casos em novembro do ano passado, contra 222 em novembro deste ano, representando uma redução de 51%. Já os roubos de veículos diminuíram 13% no penúltimo mês do ano, quando comparado com o mesmo período do ano passado.

Os crimes contra a vida também alcançaram quedas: o indicador estratégico Letalidade Violenta – que engloba homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, latrocínio e morte por intervenção por agente de Estado – atingiu o menor número de vítimas dos últimos 32 anos, tanto para o acumulado (5%) quanto para o mensal (13%). Também houve a queda significativa das mortes por intervenção de agente do Estado em território fluminense. No mês passado, houve declínio de 60% em relação a novembro do ano anterior, e na soma dos últimos 11 meses, uma redução de 34%, índice mais baixo para o acumulado desde 2015.

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12 COMENTÁRIOS

  1. Essa denominação “justiceiros” é realizada de modo discricionário e pejorativo em relação aos indivíduos que, indignados com a omissão das autoridades e total indiferença dos agentes políticos em não atualizarem as leis, resolveram tomar alguma medida.

    Essas pessoas que chamam de “justiceiros” aqueles indivíduos e os comparam com grupos de extermínio o fazem com total desproporção.

    • Se tivesse sido em algum desses lugares, o resultado teria sido quase 100% de apoio aos justiceiros. Gente rica costuma ter ojeriza aos mais humildes e andar bem agarradinha com esquadrões da morte, caçadores de gente, e outras imundices afins.

      Rico adora uma matança!

      • Curioso você falar isso que justo nas áreas mais pobres que temos as favelas existam tribunal do tráfico e da milícias que levam indivíduos de suas casas, expulsam famílias e ditam as coisas.

  2. Não concordo com a ação dos justiceiros, mas compreendo. Ninguém aguenta mais. Hoje existe uma bandidolatria no Brasil. Todo noticiário de tevê sobre casos de violência revela que o bandido é um reincidente, um sujeito com várias passagens pela delegacia ou sistema prisional. A polícia tem vários problemas, mas funciona. Aqui no Rio a coisa já passou de todos os limites já na da década de 1980…

    • Por que não se organizam uns grupos de justiceiros para caçarem os pilantras de colarinho branco, os empresários que desviam milhões, lesando milhares? Em seguida, faz-se uma espécie de bazar beneficente para dar DE GRAÇA para a população mais humilde tudo que essa horda de canalhas acumulou ao longo de gerações às custas de MUITA maracutaia! Os terrenos e imóveis que essa bandidagem roubou têm que virar moradia digna para o povo mais necessitado.

      Que tal?

      • Esses bandidos do colarinho tem em suas condutas criminosas embora nocivas menos repercussão que crimes grosseiros.

        O que causa maior revolta e geralmente tem tratamento diferente na própria lei na hora de ter benefícios? Juntar grupo fazendo arrastão para isso não se importando em cometer violência contra idosos, mulheres e crianças, ou alguém que desvia um milhão?

      • Favela não devia existir. Mas favelado não quer pagar taxas, água, luz etc. Quando melhora de vida não quer sair, ou quando sai, procura faturar com imóvel alugando.
        Não só milícia como tráfico atua na expansão mobiliária em áreas invadidas. Há cooptação de associações de moradores. Até tiram comissão nos negócios imobiliários.
        Então. cobra do deputado isso. Acabar com as favelas.

  3. Se observarmos pelo outro lado do espectro, 74% da população é CONTRA OS JUSTICEIROS, ou não tem como opinar. Estes 26% estão longe (e muito) de representarem o que a população, como um todo, pensa.

    Entretanto, é verdade que todo povo tem sua parcela, felizmente minoritária, de sádicos brutamontes. A boa notícia é que a maioria ainda prefere resolver os problemas de um jeito mais racional e menos primitivo.

    Se esta pesquisa é para ser levada a sério, ainda resta uma esperança para um futuro de paz. Quanto aos truculentos adeptos da porradaria e das armas, a gente precisa pensar num jeito de colocar esse pessoal no lugar deles, ou seja, trancados no porão.

    • Bastavam as leis serem suficientemente retributivas proporcionalmente pelo mal praticado.

      Alguém que sofre violência patrimonial e física tendo bem levado e a integridade lesionada, ou a vida tirada, não tem de ser ignorada pelo Estado. Quem comete crime precisa ser rapidamente apanhado é mantido preso. A custódia deve funcionar e não apenas segregar o autor do crime com sentença confirmada em segundo grau. O processo não pode levar anos para ter uma primeira sentença e mais alguns em recursos até uma decisão. Nem juízes colocar em liberdade quem preso em flagrante para responder porque a prisão está cheia. O sujeito que refletisse antes do cometimento do crime.

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