Andrea Nakane: Ponte Aérea Biscoito-Bolacha

Colunista do DIÁRIO DO RIO fala sobre o o espetáculo "Djavanear - Um Tanto Flor, Um Tanto Mar", dirigido pelo carioca Eduardo Barata

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Idealizado, produzido e dirigido pelo carioca Eduardo Barata, acabou de estrear em curtíssima temporada no Teatro Itália, em São Paulo, o espetáculo “Djavanear – Um Tanto Flor, Um Tanto Mar”.

A produção celebra a obra do cantor, compositor e músico alagoano a partir dos afetos, por meio de 40 músicas, sob as vozes e os olhares femininos.

“Desde 2018, estou em busca de construir musicais que não sejam óbvios, como as biografias contadas. A ideia é homenagear a criação e, consequentemente, as obras desses artistas”, conta Barata que, para esta missão, convidou o jornalista, escritor e pesquisador musical, também carioca, Mauro Ferreira.

“Ele é um dos maiores conhecedores da Música Popular Brasileira e um grande amigo. Queríamos um texto que existisse a partir das letras do Djavan. A ideia de fazer apenas com mulheres acabou sendo um reflexo da própria obra do nosso homenageado, que escreveu tantas letras dedicadas ao sexo feminino. Então, soou natural para nós que elas se apropriassem das canções”, explica o idealizador. Barata viu na diretora, escritora e coreógrafa carioca Regina Miranda sua alma gêmea para conduzir com ele a direção do musical.

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Plurais, as atrizes Karen Julia, Leila Maria, Mattilla, Paula Santoro e Tontom Périssé se revezam no palco nesta dramaturgia fragmentada e onírica, costurada por Mauro em parceria com Regina

“A obra dele é, por vezes, muito masculina. Ouvi-la somente nas vozes de mulheres é interessante. Acho maravilhoso que seja um elenco feminino. As letras são poéticas, falam de amor com imagens de flores, cores, mares. Isso foi um norte para a construção de toda a dramaturgia. Tem textos inspirados em letras de Djavan. São letras impregnadas de amor, paixão e desejo”, enfatiza Mauro Ferreira, que não poderia deixar de fora os grandes hits do homenageado.

“Flor-de-Lis”, “Açaí” e “Oceano”, naturalmente, são alguns dos hits presentes no roteiro do espetáculo. “

E para costurar todo esse oceano de hits, o diretor musical Alfredo Del Penho mergulhou nas letras e nas harmonias para dar ritmo ao musical e orquestrar as vozes femininas tão variadas.

Dessa forma, o musical inova na performance dando um olhar feminino para a obra de Djavan. São cinco mulheres de diferentes faixas etárias e etnias no palco, promovendo a diversidade. Acessível, o espetáculo reserva apresentações gratuitas para populações vulneráveis e outras a preços populares, a fim de levar teatro de melhor qualidade àqueles que não têm poder aquisitivo para desfrutar de arte e cultura.

Em janeiro, a produção que tem tantos cariocas em sua realização, chega ao Rio para agitar o Verão carioca.

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Andréa Nakane é carioca, apaixonada pela Cidade Maravilhosa, relações públicas, professora universitária, Doutora em Comunicação Social e Mestre em Hospitalidade.Embaixadora do RJ. Vive há 20 anos em Sampa e adora interagir com pessoas singulares que possam gerar memórias afetivas construtivas.
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