Alemão e Providência voltarão a ter teleféricos mesmo com ameaças de violência

Prefeitura do Rio promete Providência em seis meses e Governo fala de precisar de mais um ano e meio

Teleférico do Alemão - Foto: Glauber Carvalho

Transporte que facilita a vida dos moradores de comunidade, mas que enfrentam a violência urbana, os Teleféricos estarão de volta a partir do segundo semestre deste ano. Depois do governador do Rio, Cláudio Castro, anunciar a entrega do Teleférico do Alemão, na Zona Norte, no dia da posse (01/01) para daqui a um ano e meio ou mais, a Prefeitura do Rio diz que o Teleférico da Providência, na Zona Portuária, deve ter a reforma concluída ainda em 2023. Em ambos os casos, há subsídio do transporte a moradores.

A operação municipal está por conta da Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), que garante que as obras de recuperação do seguem cronograma normalmente com intervenções simultâneas nas três estações. Já o do Alemão, Castro disse que não conseguirá entregar ainda em agosto, conforme falado anteriormente, mas mantém o prazo de dois anos, dado há seis meses, quando começou o processo de reimplantação do sistema, sob responsabilidade da Secretaria Estadual de Infraestrutura e Obras (Seinfra). “No primeiro semestre, a gente vai concluir as obras e o material chega para ser instalado”, afirma Castro.

O Governo do Estado ressalta que a média transportada pelo Teleférico do Alemão no passado, de 10 mil por dia, deve se repetir, mas ainda não se sabe se a Supervia operará o sistema, novamente, pois a licitação para a função só será aberta após a conclusão das obras. Embora dê acesso a partes altas da comunidade, o órgão nega que o transporte facilite ou estimule a favelização dos espaços. Não houve retorno sobre valores do subsídio e demais questionamentos do DIÁRIO DO RIO até o fechamento desta matéria.

Entre os moradores, a escalada da violência nas comunidades, dominadas pelo tráfico, preocupa com a retomada das atividades. Enquanto no Alemão, o teleférico em funcionamento serviu para traficantes trocarem tiros com a polícia do alto, há quem se queixe da existência de comercialização de entorpecentes na Providência. “Tenho até medo de passar em frente, pois eles negociam drogas. Virou uma boca de fumo”, conta uma moradora.

Procurada, a assessoria de imprensa da Polícia Militar declara que a Unidade de Polícia Pacificadora dispõe o policiamento diuturnamente na região do teleférico da Providência. Da mesma forma, a UPP Alemão conta com policiais escalados 24h na base do teleférico do Alemão para evitar ocorrências.  

Formada em Comunicação Social desde 2004, com bacharelado em jornalismo, tem extensão de Jornalismo e Políticas Públicas pela UFRJ. É apaixonada por política e economia, coleciona experiências que vão desde jornais populares às editorias de mercado. Além de gastar sola de sapato também com muita carioquice.
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4 COMENTÁRIOS

  1. disse tudo – outro dia na TV vi um cara se lamentando por não ter nascido na favela – eu saí de lá adolescente por uma decisão acertadíssima de meu pai, que preferiu morar no subúrbio longínquo a se submeter a esse lugar; onde a ambulância e o carro do bombeiro não entra, não existe cidadania!!!!

  2. A cada notícia como esta só vemos a confirmação de que boa parte das cidades e estados brasileiros são governados pela pior escória da humanidade. Sou ateu, mas esse pessoal me faz acreditar no inferno (que é aqui mesmo) e no diabo (que são esses caras).

    O Rio de Janeiro (ou de nojeiras) é uma cidade porca, suja, nojenta, onde maior expressão disso são as favelas. Aí, os caras ao invés de fazerem um programa sério e profundo para acabar com as mesmas, produzindo bairros decentes pras pessoas morarem, ficam falando de teleférico. Algo que é um fim e não o começo de uma solução. Primeiro é necessário eliminar os problemas estruturais e sociais do lugar, pra que, quem estiver dentro do transporte, não seja alvejado por balas disparadas por seres grotescos chamados traficantes e a maldição chamada milícia.

    Essa prefeitura não consegue, antes de lançar ideias como esta do por quê esse teleférico parou? Eu, que sou um m…a e não sou ninguém consigo pensar rápido em responder:

    * falta de segurança por causa do tráfico e suas armas bélicas

    * as pessoas foram abandonando o serviço

    * em decorrência do primeiro e segundo ponto, a concessionária, que não é santa, abandonou o sistema.

    Fica claro que antes de retornar com qualquer coisa ali é necessário RE-SOL-VER(!!!!!!) esses problemas. Do contrário, será apenas mais do mesmo e a cidade voltará a passar pela vergonha das notícias bizarras envolvendo este teleférico.

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