Alexandre Knoploch: Cartão-postal imbatível, mas pouco visitado

O que falta para o Rio de Janeiro dar um salto em quantidade e qualidade no turismo?

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Baía de Guanabara com o Cristo Redentor ao fundo - Foto: Cleomir Tavares/Diário do Rio

Louvável a iniciativa do governador Cláudio Castro para incentivar o turismo no estado do Rio de Janeiro. A Campanha “Apaixone-se pelo Rio”, que irá apresentar o calendário de eventos de 2023 e realizar projetos para os próximos 10 anos, pretende impulsionar o estado fluminense a exercer sua vocação natural: o turismo.

O plano estratégico ambicioso visa passar de R$ 40 bilhões a atual cifra correspondente ao turismo do PIB estadual para a R$ 100 bilhões, saltando de 5,49% para 12% a participação do segmento na nossa economia. Fala-se da necessidade de investir US$ 100 mil por ano em ações como capacitação profissional, participação em eventos e divulgação.

Temos um dos mais belos e conhecidos cartões-postais do planeta. Mas por que o Brasil não aparece sequer entre os dez países mais visitados do mundo, ao contrário do México, que nos supera em disparada?

Definitivamente, o RJ não pode continuar relegado a um papel coadjuvante no turismo.

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Decerto existem muitas cidades com arquiteturas feita pelo homem, que são maravilhosas, mas nossa arquitetura, feita por Deus, é insuperável.

Existem diversas iniciativas em nível estadual, aprovadas anteriormente, que, se fossem cumpridas, já teriam feito o estado avançar. Exemplo gritante está na lei Nº 8788/20, de minha autoria, que instituiu, ainda em 2020, o calendário “Rio de Janeiro a Janeiro”, com previsão de eventos e atrações o ano inteiro. Infelizmente, a lei ainda não “pegou”, o que retarda a criação de empregos, o aumento da arrecadação e o incentivo à cultura e ao esporte – para citar somente alguns benefícios.

Todas essas iniciativas devem englobar um programa muito forte de inserção da língua inglesa na população. Afinal, o receio de não conseguir se comunicar com a população local afugenta milhares de turistas internacionais. A situação se agrava pelo fato de que nunca tivemos uma cultura de educação bilíngue.

Adormecidas, nossas potencialidades no turismo engessam nosso desenvolvimento e impedem que a mão de obra do estado, em especial os jovens, adquiriram habilidades e agarrem oportunidades de trabalho e de vida.

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6 COMENTÁRIOS

  1. O que afugenta do Rio é o trinomio segurança, limpeza e a mendicância, a língua é a menor das preocupações para o estrangeiro. O Rio de Janeiro é imundo em comparação a outras cidades

  2. Tem muita muita coisa pra se melhorar nessa cidade, nem sei por onde começar. O problema é sempre desses políticos que ainda acham que enganam os turistas, mostrando um Rio que não existe, só na cabeça deles. Pura queimação de filme. Falta muita coisa, é só olhar em volta.

  3. 966vc tocou num ponto crucial q é nao sermos bilingues…. nao adiantaria muito investir no RJ sem q ao menos grande parte saber ingles fluente…. e espanhol tb… e sem contar q nao só rj outros estados tb… e ainda assim é um dos lugares mais conhecidos pelos estrangeiros.. realmente precisa investir em eventos, mas melhorar a estrutura da cidade e da regiao central q ainda é um abandono… por mais q o eduardo paes e equipe estejam fazendo algo, mas há muitooooo a ser feito ainda…

  4. Nenhum local turístico do mundo tem pedintes e cracudos. Existe tolerância zero nessas áreas. Ja em Copacabana onde a maioria dos turistas se hospedam é uma vergonha.

    • O Rio ainda não é o pior lugar. Na Ásia há lugares que dão medo só de pensar. O RJ tem onde melhorar muito, há espaço para isso, o que falta é investimento e políticas adquadas e, claro, políticos sensatos, o que não temos no momento! Copa está abandonada. Depois que você conhece Balneário Camboriú, Copa é uma baíta deprê!

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