Alunos e funcionários protestam contra cortes na UFRJ

Com a falta de pagamento por parte do Governo Federal, a Universidade alega não estar podendo pagar bolsas, salários e quitar contas básicas para o funcionamento, como alimentação e limpeza

Na tarde desta quarta-feira, 07/12, alunos e funcionários se reuniram em frente ao Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Centro da cidade do Rio de Janeiro, para protestar contra os cortes que o atual Governo Federal vem promovendo na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e em outras universidades federais por todo o país.

De acordo com uma nota emitida pela reitoria da UFRJ, as contas da universidade estão com saldo negativo devido ao último corte que a instituição sofreu, que representa mais de R$ 15 milhões. Por conta disso, ainda segundo a administração da universidade, bolsas de estudantes não poderão ser pagas.

A gente veio se manifestar contra esse absurdo. Sou aluna de baixa renda, cotista, e preciso da minha bolsa para me alimentar, pagar contas. É devastador o que estão fazendo“, declara Paula Silva, estudante da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Um outro ato foi realizado na Cinelândia, em frente à Câmara dos Vereadores, também na tarde desta quarta-feira. As reinvindicações eram as mesmas e a manifestação contou com a presença de políticos, como Chico Alencar (PSOL), deputado federal eleito este ano.

Cinelândia. Reprodução redes sociais

A UFRJ informou que não são apenas as bolsas dos estudantes que estão sendo afetadas pelo corte do Governo Federal. Salários de cerca de 900 funcionários; Contratos de transporte e combustível: ambulâncias, ônibus internos e intercampi, frota oficial e de segurança patrimonial; Custos de seis Restaurantes Universitários; Cerca de dois mil contratos de trabalhadores de limpeza e vigilância; Insumos básicos para atividades de extensão, ensino e pesquisa; também estão inclusos.

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6 COMENTÁRIOS

  1. tem funcionários dos hospitais federais comprando medicamento para uso emergencial, como captopril e clonidina, antihipertensivos, que eles não tem. trazem – de outras unidades – “fitas de HGT”, para que os pacientes tenha sua glicemia dosada e não tenham hipoglicemia nas 24h. o diariodorio pode correr atrás e fazer matéria a respeito, se tiver interesse. e assim vai a saúde sob responsabilidade do GF. faz 22!

  2. o camarada aí de cima não sabe o que fala. Despesas obrigatórias (pagamento de ativos, inativos, pensionistas) é um orçamento totalmente separado das despesas discricionárias (as relatadas pela UFRJ). Não existe um afetar o outro, inclusive para cortar despesas obrigatórias tem regramento na Lei de Responsabilidade Fiscal.

    O problema é simples: o governo Bozó abriu a torneira com despesas discricionárias para tentar comprar a reeleição. Perdeu e agora para não estourar o teto de gastos mandou cortar todo o orçamento que já estava aprovado e empenhado no apagar das luzes, afetando o planejamento orçamentário de todos os órgãos federais.

    O problema das universidades foi justamente não exercer a autonomia, ignorar a ordem do Ministério da Educação de cancelar as despesas empenhadas, o que permitiu o bloqueio do orçamento. Era ignorar e deixar essa gestão responder por crime de responsabilidade pelos gastos desenfreados no ano de 2022. Agora quem paga essa conta serão bolsistas, terceirizados e os cidadãos que se utilizam dos serviços prestados.

    • Dr. Jon, a UFRJ é ótima para gerir mal seus recursos. Quando teve na mão a oportunidade de uma emenda parlamentar recebendo grana extra, preferiram gastar a verba em uma rádio universitária ao invés de fazer a manutenção devida do Museu Nacional. Prioridades.

      Não dá pra aguentar chororô de orçamento de locais que só sabem pedir mais e mais dinheiro. Façam o esforço, apertem os cintos! Reduzam o pessoal empregado. Ah! Faz o L!

  3. Falta grana porque a folha come cada vez mais participação no orçamento da faculdade, que tem autonomia orçamentária… Temos que possibilitar demitir, assim a universidade terá mais liberdade em gerir o seu orçamento e dimensionar melhor suas despesas. Uma empresa privada faria isso, uma família faz isso, porque o setor público tem de ser diferente?

    Se fechássemos a UFRJ e distribuíssemos o custo dela em bolsa de estudo aos carentes, teríamos MUITOS MAIS BENEFICIADOS estudando.

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