Amorim: Vamos ficar de olho na “Black Fraude”

O secretário estadual de Defesa do Consumidor do RJ, Rogério Amorim, fala o que sua pasta está fazendo para evitar o "metade do dobro" na Black Friday

Novembro bate às portas, e duas coisas são típicas do mês para os consumidores brasileiros: a decoração de Natal nas lojas e as promoções da já tradicional Black Friday, um termo surgido nos EUA durante os anos 50 e que passou a significar vendas a preços mais baixos. Tem loja que usa o termo Black Friday até mesmo em fevereiro hoje em dia. Mas muitas vezes a Black Friday brasileira se torna o que foi a primeira Black Friday americana: um caso de polícia.

Explico ao leitor intrigado: o termo em si foi criado pela polícia da cidade de Filadélfia, nos EUA. Em uma sexta-feira após o Dia de Ação de Graças (o Thanksgiving day, quase tão forte quanto o Natal para eles), os comerciantes resolveram abaixar os preços e, como havia muita gente de folga por causa do feriado, as lojas lotaram, houve tumulto e filas, e a polícia foi acionada, trabalhando dobrado. O “Black Friday” era pejorativo, embora não fosse com conotação racista.

E por que no Brasil a Black Friday voltou a ser um caso de polícia?

Simples: criou-se a cultura do “tudo pela metade do dobro”, onde comerciantes reajustam os preços a dez dias do evento e abaixam ao preço original no dia da Black Friday. Sem contar os verdadeiros atentados digitais que estelionatários praticam com idosos – algo que me levou na Secretaria Estadual de Defesa do Consumidor a criar um programa de esclarecimento e prevenção.

Mas sobre os preços praticados, a informação que passo por este artigo para o DIÁRIO DO RIO é de muito interesse de comerciantes e consumidores: a SEDCON está há quase dois meses tabulando preços de alguns produtos-chave: televisores, geladeiras, fogões, caixas de som, celulares, aqueles produtos que a gente espera abaixar bem para comprar. E vamos divulgar tudo em nossa página no Instagram – sedcon_rj.

Se alguns dos nossos pesquisados tentar ludibriar o consumidor com “promoções” que não são nada mais que pirotecnia, serão devidamente denunciados na página. E podem, sim, serem acusados de propaganda enganosa, por que não? Se queremos mesmo “abrasileirar” esse hábito americano, que se faça direito, com honestidade, princípios e valores. Nada de “black fraude”!

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1 COMENTÁRIO

  1. a melhor maneira de comprar na black friday é NÃO comprar nela e fazer o ano todo de BF. tem sites que fazem promoções sem frete e menores preços para compras em maiores quantidades. quem mora em cidade grande tem mais opções com preços muito mais e conta. basta mudar o hábito de consumo para os itens que consomem mais o recurso das famílias. de “centavo em centavo” dá para economizar um botijão de gás no final do ano.

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