Apenas 4 pontos da Baía de Guanabara, de 93 monitorados, apresentam boas condições de uso

O monitoramento é importante, pois os seus resultados embasam possíveis decisões para a melhoria das condições dos corpos hídricos

Baía de Guanabara - Niterói / Foto: Antônio Marcos

O monitoramento mensal realizado pelo Comitê da Região Hidrográfica da Baía de Guanabara (CBH Baía de Guanabara) em 93 pontos da região hidrográfica chegou a um triste resultado, depois de 1 ano de trabalho: apenas 4 pontos da Baía apresentaram índice de Qualidade da Água (IQA) classificado como bons. Todos os pontos estão localizados na Sub-Bacia Leste, nos Rio Macacu (L1) e Rio Guapiaçu. Os dados divulgados se referem ao último relatório (13º), concluído em novembro de 2022.

De acordo com o documento, das 93 estações analisadas, 41 se mostraram dentro da faixa de águas próprias para tratamento convencional – voltado para o abastecimento público; 52 registram classificação de IQA ruim e muito ruim, sendo classificadas como impróprias para tratamento convencional, requerendo tratamentos mais avançados, para que a água possa ser consumida pela população. 

Ainda de acordo com o relatório, as estações que se encontram em condições alarmantes são O12 no Rio Botas, O15 e O17 no Rio Sarapuí, O21 no Rio Acari e J11 no Rio Anil.

O monitoramento é de grande importância, pois os seus resultados embasam possíveis decisões para a melhoria das condições de tais corpos hídricos, para o aproveitamento racional das águas e para a elaboração de ações de educação, mobilização e capacitação ambiental. 

CBH Baía de Guanabara tem um programa de monitoramento em pontos estratégicos para acompanhamento da situação dos corpos hídricos. O estudo, que é realizado pela empresa Oceanus e acompanhado pela secretaria executiva do Comitê, através da AGEVAP, e tem como finalidade a mensuração mensal, durante 36 meses, da quantidade e qualidade da água.

Advertisement

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui