Após transplante triplo e histórico na América Latina, médico do Rio de Janeiro, Dr. Adolpho Baamonde comenta revolução do procedimento

De acordo com o médico especialista em cirurgia oncológica e transplante de órgãos abdominais, esse feito representou um grande avanço para a medicina

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Em 2021, ainda durante a pandemia de Covid-19, o lutador José Honório da Silva Filho protagonizou um fato inédito: foi a primeira pessoa a receber um transplante triplo na América Latina. Em uma mesma cirurgia, José, que até então tinha 56 anos, recebeu coração, fígado e rins. O procedimento aconteceu no Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, e está entre os mais de 12 mil realizados naquele ano no Brasil.

Especialista em cirurgia oncológica e transplante de órgãos abdominais, o Dr. Adolpho Baamonde explica que a realização de um transplante como esse representou um grande avanço para a medicina. O procedimento, de acordo com o médico, está entre os mais complexos e desafiadores entre os feitos em seres humanos. Mas, o sucesso representa uma esperança para pacientes que sofrem de insuficiência cardíaca, hepática e renal, simultaneamente.

“Antes, pessoas que estão na fila para um transplante, não teriam outra opção a não ser aguardar por vários órgãos de doadores diferentes. Isso poderia levar anos, ou até mesmo a impossibilidade de transplante e falecimento na lista de espera. Além disso, a realização de transplantes múltiplos, como esse, ajuda a reduzir a fila para transplantes, uma vez que uma única cirurgia pode atender várias necessidades de órgãos de um paciente”, comentou.

O especialista pontua que, para uma cirurgia de tamanho porte, há alguns desafios. Além da disponibilidade de órgão, é importante coordenar uma equipe médica, calcular corretamente o tempo que os órgãos ficarão fora do corpo antes do transplante, a reação do paciente e, ainda, o acompanhamento pós-cirúrgico.

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O acompanhamento pós-operatório de um transplante triplo é crítico, para garantir que todos os órgãos estejam funcionando corretamente. Além disso, é observado se o paciente toma os medicamentos necessários para prevenir a rejeição dos órgãos. Isso requer um cuidado constante e um compromisso de longo prazo com o tratamento. Ressalto que uma cirurgia de transplante triplo é um procedimento de alto risco, que deve ser realizado apenas por equipes médicas altamente qualificadas e experientes, em um ambiente hospitalar bem equipado e com recursos adequados”, explicou.

“A recuperação completa após um transplante pode levar de seis meses a um ano, ou até mais. No entanto, muitos pacientes conseguem levar uma vida plena e ativa após o transplante, e a maioria relata uma melhora significativa na qualidade de vida. Com os cuidados adequados e o acompanhamento médico, muitos pacientes transplantados são capazes de retomar suas atividades cotidianas, incluindo trabalho, estudos e atividades sociais e físicas”, concluiu.

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