Arqueólogos da UFRJ encontram partes de uma antiga capela no Palácio de São Cristóvão

Projeto de monitoramento, prospecção e resgate arqueológico integra o projeto de restauração da sede do Museu Nacional/UFRJ e encontra outros vestígios históricos no local

Advertisement
Receba notícias no WhatsApp
(Foto: Divulgação UFRJ)

Em meio às obras de restauração das fachadas e coberturas do Palácio de São Cristóvão (sede do Museu Nacional/UFRJ), arqueólogos da Universidade Federal do Rio de Janeiro avançam também nas ações de monitoramento, prospecção e resgate arqueológico do sítio histórico.

Iniciada em maio de 2021, esta frente de trabalho busca revelar informações culturais relacionadas ao edifício, seus ocupantes em diferentes momentos da história e aqueles que aí trabalharam. Além de contribuir com o desenvolvimento do projeto de arquitetura e restauro do palácio, que está em curso no âmbito do projeto Museu Nacional Vive.


Um conjunto de artefatos arqueológicos e de estruturas arquitetônicas de interesse já estão revelados. Entre eles, partes da estrutura de uma antiga capela, que foram encontradas em bom estado de preservação; vestígios de pisos e calçamentos que ligavam o pátio principal ao Jardim das Princesas; um antigo fogão e outros artefatos relacionados ao cotidiano do palácio.

Esses achados têm o potencial de expor a arqueologia do Museu ao futuro visitante, permitindo tanto a exibição de estruturas arquitetônicas que estavam encobertas e que ajudam a contar a rica história do edifício que abrigou a Família Real e Imperial, quanto a
recuperação de artefatos que contam a história das pessoas que viveram e trabalharam nas suas dependências”
, destaca o professor Marcos André Torres de Souza (MN/UFRJ), que coordena as atividades.

Advertisement

Leia também

25 castelos do Rio de Janeiro que contam a História do Brasil

Estrangeiros LGBTQIA+ estão comprando todos novos imóveis de Ipanema – Bastidores do Rio


A abordagem arqueológica definida pelo projeto é baseada no conceito de vida diária, com a intenção de revelar novas informações sobre o cotidiano dos diferentes grupos sociais que viveram e trabalharam no local. “As escavações permitem revelar os processos de
transformação no edifício e os artefatos descartados. Dessa forma, é possível desvendar e incorporar novos entendimentos sobre o nosso passado”,
complementa o professor.


Arqueólogos da UFRJ e estudantes estão envolvidos com o monitoramento, prospecção e resgate arqueológico no Paço de São Cristóvão. As atividades são permanentes e continuarão sendo desenvolvidas em sintonia com a coordenação do Projeto Museu Nacional Vive, arquitetos, projetistas e o Comitê Curatorial para as futuras exposições do Museu.

1ª Semana de Arqueologia do Museu Nacional/UFRJ

De 18 a 21 de outubro, acontece a 1ª Semana de Arqueologia Histórica do Museu Nacional/UFRJ. Além de mesas-redondas e divulgação de pesquisas científicas, a programação vai oferecer ao público a oportunidade de conhecer melhor o projeto de monitoramento e
resgate arqueológico no Palácio de São Cristóvão. Um estande com painéis informativos, fotografias e uma experiência de realidade aumentada para possibilitar a visualização de imagens tridimensionais estará acessível ao público previamente inscrito no evento. Confira a programação completa aqui.

Advertisement
Receba notícias no WhatsApp
entrar grupo whatsapp Arqueólogos da UFRJ encontram partes de uma antiga capela no Palácio de São Cristóvão

Advertisement

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui