As perguntas não respondidas pela Riotur sobre o Carnaval de Rua do Rio de Janeiro em 2023

Após apontar falhas na gerência da Riotur, o DIÁRIO DO RIO não foi convidado para a coletiva de imprensa, então aqui estão as perguntas sem respostas

Ronnie Aguiar, presidente da Riotur | Foto: Alexandre Macieira / Riotur

O DIÁRIO DO RIO cobre o Carnaval de Rua do Rio de Janeiro há 16 anos, nossa Agenda dos Blocos de Rua é a mais lida e copiada da internet. Um trabalho que fazemos com muito orgulho, já que o carnaval de rua é a carioquice, a alma do Rio.

Mas também fazemos nosso trabalho de imprensa e criticamos o trabalho do Governo do Estado, da Prefeitura do Rio, defendemos a cidade e o estado. Somos o único veículo a apenas cobrir o Rio de Janeiro, são pouquíssimas matérias que saem deste escopo, também temos orgulho disso.

Infelizmente, a atual Riotur não gosta de críticas, ao menos a péssima assessoria de imprensa… e o DIÁRIO DO RIO não recebeu o convite para a coletiva de imprensa sobre a estrutura para o Carnaval de Rua 2023, que aconteceu nesta quinta-feira, 19/01, com o presidente da Riotur, Ronnie Aguiar, e representantes da Dream Factory.

Como não pudemos ir, fica aqui algumas das perguntas que faríamos, se lá estivéssemos:

  1. Por que não houve caderno de encargos do Carnaval de blocos 2023 no Diário Oficial e a Dream Factory foi escolhida? Foi emergencial como no Réveillon?
  2. Porque o contrato com Dream Factory não está disponível no site da Riotur ou da SEGOV, conforme determina decreto de transparência do Prefeito Eduardo Paes?
  3. Pode discriminar toda a estrutura operacional que será fornecida à Guarda Municipal do Rio, fiscalização e outros órgãos da Prefeitura do Rio que atuarão no disciplinamento dos blocos?
  4. As grandes publicidades dos patrocinadores dos Mega blocos terão que ser licenciadas e pagar taxa de publicidade?
  5. Quantos vendedores da AMBEV foram ou serão cadastrados?
  6. A prefeitura vai coibir a venda de outras cervejas pelos ambulantes que não são vendedores cadastrados?
  7. Por que o diretor de operações – o mais atuante da Riotur – não tem assinado seus atos administrativos publicados no Diário Oficial da Prefeitura do Rio?
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1 COMENTÁRIO

  1. Perfeita a abordagem, a matéria deveria receber dos leitores mais sugestões de perguntas para a Riotur. A festa é linda mas vem caindo de qualidade a cada década, a cada ano. O erro está na administração/gestor ou no evento em sí. Acho que o nomeado deve prestar contas periodicamente a sociedade, preferencialmente por video, sem pressão de imprensa sendo. A divulgação se tornaria um marcador de feedback +/- enquanto não temos a norma do “recall” político.

    Por fim, fica a minha pergunta: – Qual a estrutura a ser disponibilizada para banheiros químicos, seja pela Riotur ou pelos blocos, especialmente nos blocos que passarão pelo Centro?

    É tema recorrente e atualmente o frequentador do centro é agredido com odores “incriveis” nas esquinas. Será que a coisa vai ficar pior do que está juntando foliões e moradores de rua?

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