Mesmo com queda de receita, lucro líquido da Cedae cresce mais de 340% no 1º trimestre de 2022

Foto: Terceira Via

Os primeiros dados financeiros consolidados após duas concessionárias assumirem os serviços leiloados pela CEDAE revelam que a Companhia elevou seus lucros mesmo com queda acentuada de receita. O balanço do primeiro trimestre de 2022, fechado esta semana, apresentou um resultado líquido 342% acima do primeiro trimestre de 2021.  O desempenho mostra que o choque de gestão adotado foi decisivo para garantir números positivos mesmo diante da queda de 44,6% da receita operacional.

Se no primeiro trimestre do ano passado a CEDAE teve R$ 1,915 bilhão de receita operacional, ainda contando com as operações antes do leilão da concessão dos serviços de distribuição de água e coleta e tratamento de esgoto, nos três primeiros meses de 2022 a receita caiu para R$ 1,061 bilhão. A queda, entretanto, já era esperada com a mudança no escopo da empresa. Com um trabalho de gestão que envolveu cortes de gastos, ajustes operacionais, revisão de contratos e geração de novas receitas, o primeiro trimestre de 2022 fechou com lucro líquido de R$ 220,4 milhões, muito acima dos R$ 49,8 milhões do mesmo período do ano passado. O valor já é maior do que o apresentado em todo o ano de 2021, quando fechou com lucro de R$ 27 milhões, e praticamente repara o prejuízo de R$ 250 milhões com que fechou 2020.

Com a queda de receita, os ajustes que programamos para a Companhia previam que, em quatro anos, atingiríamos um equilíbrio orçamentário para termos a situação que julgamos adequada e saudável para uma sociedade de capital aberto, como é a CEDAE. Os números atuais mostram que, em dez meses de gestão, já percorremos dois anos desse caminho que traçamos”, explica o diretor-presidente da CEDAE, Leonardo Soares. O balanço do primeiro trimestre de 2022 deixa claro o trabalho de gestão, com quedas significativas em despesas com pessoal (41,7%), despesas com material e serviços de terceiros (18,3%) e com provisões (50,9%). 

Atuamos focados no emprego de tecnologia e inteligência empresarial. Assim, conseguimos enxergar gargalos e deficiências em cada diretoria e passamos a atuar diretamente sobre eles. Tivemos ainda o PDV e passamos a gerar novas receitas também. Além disso, fizemos revisões de contratos, o que nos permitiu abrir espaço para investimentos”, detalha Soares, destacando a importância de ter caixa para investimentos na Companhia. 

“O que mais anima a gente é que, já em 2021, investimos 3,6% da nossa receita, o que já é mais de 50% acima da média dos anos anteriores. Em 2022, vamos para 13,13% da nossa receita. Em 2023, ficará acima de 22%. E esses investimentos serão especialmente em obras de infraestrutura, algumas que estavam previstas e outras que andavam devagar.  Mesmo com a redução da receita, os investimentos serão cada vez maiores. Não só percentualmente, mas também em valores absolutos“.

Em números, o investimento da CEDAE em 2020 foi de R$ 82 milhões, com faturamento de R$ 5,9 bilhões. Em 2021, como faturamento de R$ 6,1 bilhões, o investimento subiu para R$ 220 milhões. Para este ano, com faturamento de R$ 3,2 bilhões, o investimento será de R$ 420 milhões. Em 2023, o faturamento previsto é de R$ 3,4 bilhões e o investimento, de R$ 750 milhões.

“Olhando para o futuro da CEDAE, o que enxergamos é uma empresa que redesenhou inteiramente seu plano de negócios focando nas diretrizes ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança). Já produzimos, por exemplo, dois milhões e meio de mudas de espécies da Mata Atlântica para reconstituição da mata ciliar às margens de rios no estado. Hoje, somos uma Companhia que tem a inovação e o conhecimento como negócio principal. Temos como meta desenvolver soluções inovadoras e atingir patentes focadas no ESG, principalmente em saneamento”, finaliza o presidente.

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