Barão Vermelho festeja volta ao Circo Voador com muito rock ‘n roll

Banda quer comemorar os 40 anos de carreira no palco do Rock In Rio 2022

Barão Vermelho volta ao palco do Circo Voador. Foto: @neube_seuroque

Circo Voador e Barão Vermelho, duas histórias que se entrelaçam. Início da década de 80, praia, sol, Arpoador, música e teatro. Surgem as primeiras bandas do rock nacional dos anos 80. Muitos dos artistas desse cenário já eram conhecidos de grupos dos anos 70 como Lobão, Lulu Santos e Ritchie, que tocavam na Vímana, banda de rock progressivo. E em 78 nasce o Aborto Elétrico, grupo punk de Brasília que originou as bandas Capital Inicial (Fê e Flávio Lemos) e Legião Urbana (Renato Russo).

Em 1981 nasce o Barão Vermelho, idealizado pelo tecladista Maurício Barros e pelo baterista Guto Goffi. Em seguida chegam o guitarrista Roberto Frejat e o baixista Dé. Leo Jaime foi sugerido para ser o vocalista, mas não deu muito certo e ele mesmo indicou um outro cantor: Cazuza.

De lá pra cá a banda teve um sucesso explosivo e diversas formações. E após um longo período sem tocar no emblemático palco do Circo Voador na Lapa , o grupo voltou em grande estilo no sábado (18/12).

O show contou com dois integrantes da formação original: Maurício e Guto. E ainda Fernando Magalhães (guitarras e vocais de apoio desde 86) e Rodrigo Suricato (vocais principais, guitarras e violões desde 2017).

O Barão fez o público vibrar com os sucessos de 40 anos de carreira: ‘Bete Balanço’, ‘Maior abandonado‘, ‘Declare guerra’, ‘Pense e dance’, ‘Pro dia nascer feliz’ e outros hits regravados pela banda como ‘Jardins da Babilônia’ (Rita Lee / Lee Marcucci) e ‘Malandragem dá um tempo’ (Adelzonilton Barbosa da Silva, Moacir Bombeiro e Popular P).

A formação atual é puro rock and roll. Podemos dizer que o Barão tem diversas fases e sempre manteve a sua essência. Cazuza, além de grande cantor e compositor, não parava quieto, andava de um lado pro outro e em alguns momentos sentava em uma caixa de som, ou apoiava uma perna, e cantava uma balada olhando no olho da plateia. Frejat tinha uma outra pegada, o bandleader cantor, compositor e guitarrista que incendiava qualquer palco. Outro artista marcante na banda foi o baixista e cantor Rodrigo Santos. E também o grande percussionista Peninha, falecido em 2016, que casou perfeitamente com o rock do Barão.

E desde 2017 temos o multi-instrumentista Rodrigo Suricato nos vocais principais. O artista foi eleito o melhor guitarrista brasileiro de 2007 no concurso Gibson Contest, promovido pela Gibson USA, Revista Guitar Player e IM&T com uma versão country de ‘Brasileirinho’. E também ganhou o Grammy Latino pelo disco Sol-te em 2015 com a banda Suricato. Rodrigo caiu como uma luva nessa nova fase do Barão e fez um pedido aos fãs no palco do Circo: “Vocês querem o Barão no Rock In Rio em 2022? Nós queremos comemorar os 40 anos de estrada lá!“. E aí Roberto Medina? Cadê o Barão pra essa line-up ficar perfeita?

Formada em cinema e jornalismo. Também trabalha como assessora de imprensa, locutora e repórter de TV. Escreve em sites e blogs desde 2002. Passou pelas redações do Jornal do Brasil e O Dia. Em 2012 fundou o blog Bonde da Bardot, sobre animais e meio ambiente.
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