Barco que veleja sozinho vai monitorar poluição na Baía de Guanabara

A equipe de pesquisadores gastou R$ 100 mil reais no desenvolvimento do F-Boat, valor que incluiu instrumentos feitos de forma artesanal, impressão 3D do casco e compra de processadores

Foto: Divulgação

Controlado por inteligência artificial, o F-Boat, projeto da Universidade Federal Fluminense (UFF) e Prefeitura de Niterói (RJ), vai navegar pela baía de Guanabara à procura de mudanças na qualidade das águas. Por conta da tecnologia, ele dispensa tripulação para analisar dados ambientais em tempo real. A informação foi divulgada pela Folha de São Paulo.

O projeto começou há dois anos por demanda da Prefeitura de Niterói. Em um edital, os professores da UFF Esteban Walter Gonzalez Clua e Daniel Dias apresentaram a ideia e tiveram aprovação da secretaria municipal do Meio Ambiente. O F-Boat parece um veleiro convencional de três metros de comprimento, mas, no interior, ele leva câmeras, sensores e um minisupercomputador que vai analisar pH, temperatura e turbidez da água, com foco em possíveis riscos como vazamentos de resíduos e poluição.

A equipe de pesquisadores gastou R$ 100 mil reais no desenvolvimento do F-Boat, valor que incluiu instrumentos feitos de forma artesanal, impressão 3D do casco e compra de processadores. No entanto, o custo com os próximos veleiros inteligentes deve diminuir quando o projeto ganhar escala.

A inteligência artificial é alimentada por informações dos sensores e câmeras instalados no veleiro, que controla as escolhas de navegação diante de vento ou obstáculos.

Como transportes autônomos podem trazer riscos à segurança da população quando treinados no mundo real, foram criados clones digitais (digital twins) para ensinar o barco a navegar. Trata-se de réplicas do veículo e de todo ecossistema ao redor em meio digital para treinar antes do veículo ser transferido para o sistema físico.

No projeto do F-Boat participaram tanto o setor público quanto privado, com destaque para a Faperj (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro), a Marinha e a empresa NVIDIA, que forneceu tecnologias para o barco.

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