Binance, exchange de criptomoedas, negocia abertura de escritório no Rio de Janeiro

O modelo de negócios, as baixas taxas e o portfólio de criptomoedas, fizeram com que a Binance alcançasse a liderança no mercado nacional rapidamente

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Vista aérea do Porto Maravilha - Foto: Rafa Pereira/Diário do Rio

Maior exchange do mundo, a Binance, do chinês-canadense Changpeng Zhao, abriu negociação para operar no Porto Maravilha, na região portuária do Rio de Janeiro. O executivo, que recebeu a chave da cidade do prefeito Eduardo Paes (PSD), tem planos de ampliar os seus negócios no Brasil.

Em março deste ano, CZ anunciou a sua decisão de abrir escritórios na capital fluminense e em São Paulo. Ainda, em março, a Binance fez uma proposta de compra da corretora brasileira de investimentos Sim;paul. A negociação foi aprovada pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A aquisição ainda está sendo avaliada pelos reguladores.

Ao jornal o Globo, o secretário municipal de desenvolvimento econômico, Chicão Bulhões, mostrou-se animado com a vinda da exchange de criptomoedas para o Rio de Janeiro.

“A Binance está querendo entrar no Porto. Estamos finalizando a negociação. O CZ (Changpeng Zhao, fundador da empresa) recebeu a chave da cidade do prefeito Eduardo Paes e quer ampliar a presença no Brasil”, disse Chicão Bulhões ao veículo.

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Changpeng Zhao aportou no Brasil, em 2019. O modelo de negócio, as baixas taxas e o farto portfólio de criptomoedas, fizeram com que a empresa alcançasse a liderança no mercado nacional rapidamente. Tais condições, no entanto, chamaram a atenção dos reguladores, além de gerar grande resistência nos concorrentes locais.

Para minimizar possíveis atritos, a Binance anunciou a criação de um Conselho Consultivo Global, do qual o ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Economia, Henrique Meirelles, faz parte. A medida é resultado da motivação de CZ para transacionar com mais desenvoltura pelas complexas regulações do Brasil e de outros países.

Atualmente, a Binance conta com 150 funcionários no Brasil, quase o triplo do total do início do ano. A maioria deles faz atendimentos e operações de suporte aos usuários brasileiros.

Parecidas com corretoras de valores, as exchanges atuam como intermediadoras entre vendedores e compradores de ativos digitais. Tais empresas também guardam as criptomoedas (custódia) dos investidores que não querem manter suas criptos em carteiras próprias.

As informações são do jornal O Globo.

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