Marcelo Horn / Subsecretaria de Comunicação Social (Governo do Estado do Rio de Janeiro)

O charmoso bairro de Copacabana celebra amanhã o seu 129° aniversário. Por vias famosas como a Atlântica, a Nossa Senhora de Copacabana, a Barata Ribeiro e a Princesa Isabel circulam ao redor de 150 mil habitantes, além dos visitantes que caminham pelo bairro ou se hospedam em dezenas de hotéis. Detentor da maior população da Zona Sul e de uma significativa quantidade de idosos, o bairro é conhecido pela praia, pelo Réveillon e por pontos marcantes como o Forte e o Copacabana Palace. Um local que tem tudo para se somar aos já citados é o novo Museu da Imagem e do Som, localizado de frente para o mar, na esquina da Avenida Atlântica com a Rua Djalma Ulrich. Com arquitetura icônica, acervo grandioso sobre a cultura e o audiovisual brasileiros e espaços como um cinema ao ar livre, um café, um restaurante e uma boate, o novo MIS sem dúvida será um ponto de interesse turístico, cultural e econômico de Copacabana, do Rio e do Brasil.

As obras do novo MIS foram paralisadas já há alguns anos, quando o governo estadual passava por graves problemas financeiros e enfrentava arrestos judiciais em suas contas bancárias. Quando assumi a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras, no final de 2019, entendi como prioridade total a retomada das obras e assim também entendiam o governo e as secretarias de Cultura e de Turismo. Com poucos meses de gestão, no início de 2020, conseguimos, após trabalho profundo de nossos técnicos, corrigir todos os pontos do edital apontados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) e liberar, por unanimidade dos conselheiros, a licitação que representaria a tão esperada retomada das obras.

Ocorre que poucas semanas após esta decisão o Rio passou a ser afetado pela pandemia do coronavírus, o que gerou a suspensão da licitação por tempo que, esperávamos, seria curto. Não contávamos com a decisão do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID, de não prorrogar o prazo de desembolso dos recursos do empréstimo concedido para as obras do MIS, fato que, na prática, nos deixava sem recursos para a licitação que já estava liberada. Pleiteamos então os recursos ao governo federal, mas não obtivemos resultado favorável até minha saída do cargo em junho de 2021, embora nossa equipe tenha mantido o orçamento da obra sempre atualizado para a licitação durante este período.

Agora, com os valores oriundos da concessão da Cedae entrando no tesouro estadual, poderá o governo retomar estas obras com recursos próprios, o que representará um presente de aniversário muito importante para Copacabana e uma vitória para a cultura, o turismo, a economia e a geração de emprego e renda do Rio de Janeiro, além de ser mais um importante atrativo de peso internacional para o Brasil. Fico feliz de, durante minha participação no governo, ter dado minha contribuição para esse processo que também se conecta com a fundamental retomada da auto-estima carioca. Como cidadão nascido e criado no Rio e morador da cidade, desejo sucesso ao Governo nesta empreitada.

3 COMENTÁRIOS

  1. Boa tarde, Bruno! Não tinha visto que voltou ao Diário. Bom retorno!
    Sobre a retomada das obras no museu, é uma ótima notícia.
    Infelizmente há outras obras que estão paradas e mesmo construções quase acabadas mas abandonadas.
    Nenhum gestor ou servidores são responsabilizados. Nunca soube que alguém tenha sido por mau planejamento ou execução de obra, por erros noa estudos técnicos ou orçamento superfaturado, com sobrepreço ou mesmo abaixo no caso de mau especificado, com vícios ocultos, mas previsíveis, revelando necessidades de aditivos.

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