Cais do Valongo, na Zona Portuária do Rio, registra vazamento de esgoto e muito lixo

Nesta quinta-feira tiveram início as obras de revitalização do local, sob responsabilidade do Instituto de Desenvolvimento e Gestão

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Imagem ilustrativa / Foto Cleomir Tavares / Diário do Rio

As obras de revitalização do Cais do Valongo, na região da Pequena África, Zona Portuária do Rio de Janeiro, tiveram início nesta quinta-feira (6), mas um vazamento de esgoto foi o que mais chamou a atenção de quem passava pela região. No local, havia várias poças de água suja e fétida, encobertas por folhas secas e muito lixo. A mistura fez com que os pedestres procurassem transitar por um espaço limpo na calçada, para não se sujarem. A concessionária Águas do Rio comunicou que enviou uma equipe técnica para resolver o problema.  

Sítio arqueológico de grande relevância histórica, o Valongo sofre com sujeira e inundações há muito tempo. Em abril do ano passado, o local ficou totalmente alagado e cheio de lixo após um temporal ter atingido a capital fluminense. Acionada, a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp) justificou, na época, que teria havido uma elevação do lençol freático aliado a um problema em uma das bombas, o que teria diminuído o tempo de drenagem na região, provocando a inundação. Já em julho de 2020, um funcionário da Secretaria Municipal de Conservação (Seconserva) teria ficado submerso durante um trabalho de reparo.

Descoberto em 2011, o Cais do Valongo, é considerado o maior porto de desembarque de pessoas escravizadas do mundo. As obras para a sua revitalização começaram, nesta quinta-feira, encabeçadas pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG). A Prefeitura do Rio adiantou que instalará uma nova iluminação no lugar, com base no projeto elaborado pelo IDG.

As escavações para as obras do Porto Maravilha, em 2011, abriram portais para a trágica histórica da população negra escravizada trazida de várias regiões da Àfrica.  De um terreno com área de quatro mil metros quadrados saíram objetos, como contas de colares, peças de cerâmica, anéis, brincos, búzios, miniaturas de uso ritual, entre outros itens. Parte do material está em exposição no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (Muhcab), na Rua Pedro Ernesto, na Gamboa.

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Estima-se que, entre 1811 e 1831, o Cais do Valongo tenha recebido aproximadamente um milhão de pessoas provenientes, em sua maioria, do Congo e de Angola. Mesmo após proibição do tráfico negreiro, em 1831, o Valongo continuo sendo um dos grandes mercados de comercialização de pessoas escravizadas.

Em 2017, a Unesco alçou o Cais do Valongo à condição de Patrimônio da Humanidade.

As informações são do jornal O Dia.

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