Campanha de Bolsonaro apresenta petição ao TSE com provas de irregularidades em inserções de radio

Em auditoria foi verificado que oito rádios de Pernambuco e da Bahia, teriam deixado de veicular 730 inserções da campanha de Jair Bolsonaro, além de milhares em outras rádios

Rádios, especialmente no Nordeste, não veicularam mais de 150 mil inserções de Bolsonaro / PIXNIO

A comitê de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição à presidência da República, protocolou uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira (25), na qual apresenta provas detalhadas de rádios, especialmente no Norte e Nordeste, não veicularam mais de 150 mil inserções de propaganda eleitoral de Bolsonaro. O fato poderia ter prejudicado o presidente na região.

As provas foram obtidas, através de um grande levantamento de mídia realizada pela empresa Audiency Brasil Tecnologia Ltda. Os advogados do presidente anexaram o relatório, com login e senha de acesso, à petição endereçada ao Tribunal. Eles realizaram ainda um recorte amostral de oito rádios de cidades de Pernambuco e da Bahia, que teriam deixado de veicular 730 inserções da campanha de Jair Bolsonaro, o que teria beneficiado o ex-presidente Lula.  

“Para que se aquilate a gravidade da irregularidade noticiada, a título exemplificativo, pôde-se comprovar, em pequena amostragem de oito rádios (nominalmente referidas), em apenas uma semana, significativa discrepância de 730 inserções, em desfavor da campanha do candidato peticionário”, ressaltaram os advogados na petição.

A auditoria de mídia realizada também identificou outra irregularidade: excessivas veiculações a favor de Luís InácioLula da Silva.

“Na mesma operação, pôde-se verificar a existência de uma situação ainda mais inquietante, que não se resume simplesmente a diferença entre quantidade de inserções, mas sim de um excesso de veiculação em favor da Coligação adversária, que diversas vezes extrapolou o limite de 25 inserções diárias,” denunciaram os advogados no documento.

“A absoluta veracidade do que aqui exposto pode ser atestada, a título de amostragem, pela verificação da programação integral de um dia inteiro de cada uma das emissoras mencionadas na tabela acima. A mera verificação da programação normal das emissoras permitirá, a qualquer cidadão, identificar a aludida discrepância na veiculação das inserções”, afirmou o comitê da campanha de Bolsonaro.

Os advogados de Bolsonaro destacaram que “os dados mencionados foram checados sucessivas vezes”. A afirmação decorre da acusação do ministro Alexandre de Moraes de que a denúncia poderia ser classificada como uma tentativa de tumultuar o processo eleitoral.

O comitê da campanha de Bolsonaro pretende ainda contratar uma terceira auditoria para checar e validar o trabalho já realizado

“Não bastasse, por extremo apego à fidedignidade das informações preliminares submetidas ao elevado crivo da Presidência, no momento do peticionamento administrativo, informa-se que estão em andamento tratativas negociais concernentes à contratação de uma terceira auditoria,” adiantaram os advogados na petição.

As informações são do site O Antagonista.

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