Foto: Reprodução/Google

A Capela de São Pedro Apóstolo, situada à Rua Guilhermina, 305, no bairro do Encantado, completa 110 anos em 2021. Neste ano, já com as licenças necessárias, têm início as obras de restauração da Capela, que é tombada como patrimônio histórico do Rio.

Erguida com mão de obra, materiais e contribuições de fiéis católicos e famílias moradoras da região, a Capela foi elevada ao status de Paróquia São Pedro Apóstolo por conta da iniciativa do arcebispo da época, Cardeal Sebastião Leme, em 1934. Com o passar do tempo, o templo da Capela de São Pedro foi se deteriorando e, apesar das múltiplas iniciativas dos paroquianos e da Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro, foi difícil manter a conservação da sua estrutura em boas condições e em funcionamento.

Considerando sua importância histórica e artística para a cidade do Rio de Janeiro e, em especial, para a comunidade local, foi tombada definitivamente pelo prefeito Cesar Maia em 1996. Desde então, houve diversas iniciativas para contribuir com as obras de restauração, mas devido às exigências do tombamento, foi inviável a obtenção de recursos para realizar os projetos de reconstrução.

Mesmo assim, a comunidade católica, nunca desistiu e, há três anos, tendo à frente o atual pároco, padre Jorge Lutz, junto à Arquidiocese de Rio de Janeiro, através da sua Comissão de Preservação do Patrimônio Histórico, exclusivamente com recursos próprios, conseguiu a elaboração do projeto arquitetônico de restauração, realizado pelo arquiteto Jorge Astorga, assim como também todos os outros projetos que atendem as exigências do IRPH e da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Com muita alegria, já com as respectivas licenças, neste ano de 2021, com recursos próprios e atendendo a todas as exigências, já foram iniciadas as obras da primeira fase da restauração e reconstrução da capela. Esta primeira fase, que finalizará nos próximos meses, busca proteger da intempérie a estrutura e assim consolidando as paredes e a torre da capela, construir o telhado, que evitará o deterioro maior deste patrimônio histórico e cultural em ruínas”, disse o pároco. 

O Padre Jorge Lutz ainda acrescentou: “ainda teremos no futuro, segundo os projetos aprovados pelo IRPH, mais duas fases da obra que iniciaremos assim que possamos arrecadar mais recursos. Temos a firme convicção que com ajuda do Senhor Jesus, Nossa Senhora e de São Pedro, assim como de toda a comunidade local e autoridades competentes, conseguiremos a realização do sonho de ver novamente a Capela de São Pedro aberta para sua visitação e celebrações religiosas”.

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