Carnaval 2024 deve atrair sete milhões de pessoas e movimentar R$ 5 bilhões na economia

Estudo Carnaval de Dados mostra investimentos e organização do poder público municipal para realizar a maior festa popular do mundo

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Imagem apenas ilustrativa | Foto: Gustavo Domingues

A terceira edição do estudo “Carnaval de Dados”, da Prefeitura do Rio de Janeiro, estima que o Carnaval 2024 traga à cidade mais de sete milhões de visitantes e R$ 5 bilhões em retorno financeiro gerado direta e indiretamente com atividades, como: imprensa, publicidade, eventos, transporte e artística. O trabalho foi elaborado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico (SMDUE)Riotur (Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro e Instituto Fundação João Goulart (FJG).

“O Carnaval de 2024 vai ser grandioso, com o mundo inteiro olhando para o Rio, a capital do G20. Nós mantivemos o incentivo para as escolas de samba, para realizarem um grande espetáculo e estamos dando todo apoio aos blocos que fazem uma linda festa nas ruas e movimentam a economia da cidade”, disse o prefeito Eduardo Paes (PSD).

Os festejos de Momo também serão generosos em arrecadação do ISS, com potencial de retorno de R$ 500 milhões provenientes de atividades ligadas ou não ao Carnaval. O governo ainda espera recolher quase R$ 200 milhõe dos serviços que têm alguma relação, direta ou indireta, com o Carnaval. Os segmentos de turismo e eventos devem contribuir com 20% desse total.

“O setor de Serviços tem uma importância enorme na economia carioca, com peso de mais de 80%. O Carnaval, sem dúvida, é fundamental nesse processo. Durante todo o ano, a festa movimenta o setor da economia criativa, empregando milhares de profissionais e gerando renda. Nos dias oficiais, atrai turistas e uma multidão de cariocas e fluminenses pelas ruas da cidade e na Marquês de Sapucaí. É cultura pura, que aquece a economia e impulsiona a arrecadação. Dinheiro que volta para o cidadão por meio de projetos, iniciativas e políticas públicas, um círculo virtuoso”, explicou Chicão Bulhões, secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Econômico do Rio.

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Para tonar a festa ainda mais grandiosa, a Prefeitura investiu pesado, por meio de incentivo cultural. Foram R$ 40,8 milhões em aportes nas 28 Escolas de Samba que desfilam na Marquês de Sapucaí: 12 do Grupo Especial  e 16 da Série Ouro, totalizando mais de 60 mil pessoas desfilando, além das 17 Escolas Mirins. A Prefeitura também investiu na preparação física dos artistas do Carnaval, com 960 horas de atividades no Samba Pass. Sem falar nos desfiles dos 453 blocos, até agora autorizados pela Riotur.

“O Rio de Janeiro se apropria do Carnaval para apresentar ao mundo o que a cidade tem de melhor. Nosso planejamento começa com mais de quatro meses de antecedência, e os órgão públicos trabalham em consonância para garantir o brilhantismo da festa. A organização prévia permite que tanto o turista quanto os moradores desfrutem do evento e do legado que o Carnaval deixa para a cidade”, destacou Ronnie Costa, presidente da Riotur.

Uma grande festa exige uma logística complexa e custosa, por isso, o poder público municipal montou equipes com milhares de servidores públicos de 27 órgãos da Prefeitura.

O estudou estima que aproximadamente 50 mil pessoas devem trabalhar na festa: 20 mil no Sambódromo – entre seguranças, faxineiros, jornalistas, garçons e garçonetes das lanchonetes, camarotes, entre outros. Para o Carnaval de rua foram destacados 20 mil servidores municipais, como garis, guardas municipais, funcionários da Riotur, CET-Rio, médicos da SMS, entre outros. Além dos mais 10 mil ambulantes licenciados que atuam durante a passagem dos blocos.

Para evitar emergências desnecessárias, a Prefeitura também disponibilizou 5,6 mil equipamentos. Entre os quais, 939 veículos que atenderão à Secretaria de Ordem Públicas (SEOP), à Guarda Municipal, à Comlurb, à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), à CET-Rio, e outros órgãos.

A estrutura montada pela Prefeitura conta ainda com 32 leitos de saúde montados em seis postos da SMS no Sambódromo, 26 Painéis de Mensagens Variáveis da CET-Rio, 69 câmeras de monitoramento e 530 projetores de LED da RioLuz. A previsão é de que 19 órgãos divulguem mensagens de conscientização durante o Carnaval.

“A celebração do Carnaval transcende a pura expressão cultural, funciona também como uma produção de conhecimento e memória coletiva sobre diversos temas, o que por si só já estabelece sua importância crucial. Além de sua reconhecida significância cultural e simbólica, a pesquisa contribui ao elucidar os benefícios econômicos e da sua cadeia produtiva. Estes aspectos, estimulados pelos eventos carnavalescos, trazem impactos positivos na cidade. O Carnaval é a essência do Rio de Janeiro, não apenas por sua tradição, mas porque promove o seu desenvolvimento”, afirmou Rafaela Bastos, presidente do Instituto Fundação João Goulart.

O Carnaval de Dados traz ainda os tópicos mais buscados pelos internautas no Google Trends sobre o Carnaval do Rio:

– Pesquisa por blocos acontece nos fins de semana anteriores ao Carnaval, o famoso pré-carnaval;

– Busca pelos desfiles supera a dos blocos nos dias dos desfiles do Grupo Especial e nos dias seguintes, até mesmo no fim de semana pós-carnaval;

– Folião busca por fantasias alguns dias antes do carnaval, se preparando para as festas, mas deixa pra cima da hora, com o pico de buscas logo antes de começar efetivamente os dias carnavalescos;

– O Termo Escolas de Samba é o mais buscado na Quarta-feira de Cinzas, o dia da apuração e resultado da grande vencedora;

– Em fevereiro termos mais buscados foram “bloco”, seguido por “desfile” e “fantasia”.

O Carnaval do Rio ainda traz 14 artigos assinados por acadêmicos, gestores públicos e especialistas em Carnaval; menção ao casal de artistas Isa Xavier e Raul Farias Lima, que dançam sobre pernas de pau e homenageiam mestres-salas e porta-bandeiras há 34 anos; além de informações, curiosidades e dados diversos, que podem ser acessados no Observatório Econômico do Rio (observatorioeconomico.rio) e no RepertóRio (repertorio.rio).

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