Carnaval de rua deve movimentar R$1 bilhão na economia da cidade do Rio

Riotur afirma que uma mega estrutura foi montada para receber 5 milhões de foliões nos blocos do município; presidente do órgão informa que a rede hoteleira já ultrapassou os 80% de ocupação

Reprodução: Internet/redes sociais

O Carnaval 2023 vem chegando e muitos blocos já desfilam nas ruas do Rio de Janeiro. Além de trazer muita festa e alegria, um dos maiores eventos do Brasil promete agitar a economia do estado fluminense. A Riotur,  empresa pública responsável por organizar a folia popular carioca, afirma que só o carnaval de rua, sozinho, poderá movimentar cerca de R$1 bilhão na economia da Cidade Maravilhosa.

De acordo com Ronnie Costa, presidente da Riotur, a estimativa faz parte de um estudo desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Desburocratização do Rio, pasta comandada pelo secretário Chicão Bulhões (Partido Novo).

“O que o poder público investe na festa é muito pequeno em comparação com o que a gente arrecada. São muitos turistas internacionais e muitos turistas nacionais. Se somar tudo, com Sapucaí, rede hoteleira, somando tudo, o impacto do carnaval ultrapassa os R$ 4 bilhões. Isso envolve toda a operação do carnaval carioca“, explicou o presidente da Riotur.

E por falar em turismo, mais de 5 milhões de pessoas devem curtir os blocos de carnaval do Rio de Janeiro esse ano. A expectativa da Riotur, segundo Ronnie Costa, é realizar um carnaval histórico após dois anos, oficialmente, sem carnaval. “Nossa expectativa é a melhor possível. Depois de dois anos sem ter essa festa tradicional do carnaval carioca, estamos esperando 5 milhões de pessoas no carnaval de rua”, comentou Costa.

Para o presidente da Riotur, a presença de turistas na cidade será muito grande esse ano e há uma expectativa de ocupação máxima na rede hoteleira do Rio de Janeiro. “A rede hoteleira já ultrapassou os 80% de ocupação há um mês do carnaval. Vamos ter um cenário parecido com o do réveillon, com 100% de ocupação em várias regiões da cidade”, diz o presidente.

Mega estrutura

O carnaval movimenta a economia carioca em diversos setores, como o de serviços. Em 2023, segundo a Prefeitura do Rio, 38.573 ambulantes se inscreveram interessados em trabalhar nos blocos de rua. Ao todo, 10 mil vagas foram disponibilizadas. Foram sorteados 5.650 mulheres e 4.350 homens.

Entre os grandes números da festa popular desse ano está a presença de agentes públicos na organização do carnaval de rua. Segundo a Riotur, o número de profissionais do município trabalhando na folia carioca será recorde.

“Vamos ter o maior contingenciamento de pessoas, de agentes públicos, trabalhando na história do carnaval. Só a Comlurb vai estar com 5 mil homens, a Seop e a Guarda Municipal vão ter 2 mil homens, vamos ter 34 mil banheiros químicos, posições de banheiros. É uma estrutura recorde”, concluiu Ronnie Costa.

Viatura da Guarda Municipal na Praça São Salvador, na Zona Sul do Rio – Foto: Divulgação/Seop

Na data do início oficial dos desfiles, a partir do dia 21 de janeiro, a Prefeitura do Rio vai disponibilizar 220 ambulâncias e oito postos médicos que serão operados pela Secretaria Municipal de Saúde. A estrutura de saúde ficará espalhada pela cidade, priorizando as regiões que mais vão receber blocos. O objetivo é não inflar o sistema público com atendimentos médicos de baixa complexidade.

O número de operadores de trânsito também será mais que o dobro do último carnaval de rua na cidade. Se em 2020, foram 1,5 mil agentes, esse ano 3.250 mil operadores vão para as ruas durante o carnaval.

Dream Factory

Para a produção do carnaval de rua de 2023, a Prefeitura do Rio firmou um contrato com a empresa Dream Factory, que ficará responsável pela infraestrutura da festa, da instalação de banheiros químicos até a decoração, passando pelo cercamento de canteiros, cadastro de ambulantes e montagem de outras estruturas.

A empresa é responsável por essa produção desde 2009, por tanto, faz parte do desenvolvimento do carnaval carioca nos últimos 13 anos. E no acordo de 2023, o município mais que dobrou o valor da outorga, ou seja, o quanto a organizadora paga pelo direito de produzir a festa. Em 2020, a outorga era de R$ 2,7 milhões. Em 2023, será de R$ 6 milhões.

Para esse ano a empresa fechou quatro cotas de patrocínio, a principal delas com uma cervejaria e mais três participações menores.

Para Bruno Guerra, diretor de Cluster de Festas Populares da Dream Factory, a volta do carnaval de rua depois de dois anos tem o poder de unir o povo carioca. Ele acredita em um carnaval “catártico” esse ano.

“Desde a retomada dos eventos ao vivo, a gente tem notado uma presença massiva das pessoas e o carnaval é a maior expressão popular do Rio, a que mistura todas as crenças e reúne todos os povos. Isso tudo foi muito represado pela pandemia. Não podemos ter uma expectativa diferente. A gente brinca que esse será o carnaval mais catártico dos últimos tempos”, comentou Bruno Guerra.

Blocos

A Prefeitura do Rio autorizou a realização de 445 desfiles, em 402 blocos espalhados por toda cidade. Oficialmente, o carnaval de rua acontece entre os dias 21 de janeiro e 26 de fevereiro.

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