Casal é preso em Bonsucesso ao tentar vender apartamento onde viviam de aluguel

A vítima chegou a pagar 70% do valor cobrado. Os criminosos pediram a terceiros para que cobrassem, de forma ameaçadora, as parcelas restantes

Os golpistas Aluisio José Aroucha Neto e Priscila de Melo Motta Aroucha / Reprodução

Um casal foi preso em flagrante por policiais da 21ª DP (Bonsucesso), após uma denúncia de golpe na venda de um imóvel em Bonsucesso, na Zona Norte da cidade. Os estelionatários Aluisio José Aroucha Neto e Priscila de Melo Motta Aroucha, inquilinos de um apartamento, se apresentaram à vítima como proprietários da unidade, para concretizar a venda ilegal da unidade.

A vítima chegou a pagar 70% do valor cobrado. Ao procurar a administradora do condomínio, para se informar sobre a propriedade do bem, tomou ciência de que a dupla não era proprietária do apartamento, apenas mera locatária.

A vítima procurou os criminosos e os questionou sobre a transação. O casal, então, propôs à vítima que ela pegasse o restante do valor ou desistisse do negócio mediante a assinatura de um documento registrado em cartório.

Como a vítima do golpe demorou a dar resposta, os criminosos pediram a terceiros para que cobrassem, de forma ameaçadora, as parcelas anteriormente combinadas e ainda não pagas.

A essa altura, no entanto, a vítima já havia entrado em contato com a polícia, que a orientou a informar os criminosos que queria desfazer o negócio.

Um encontro foi marcado no 14º Ofício de Notas em Bonsucesso, para a assinatura do termo de acordo de devolução do imóvel. Os criminosos foram presos em flagrante pela polícia, após assinarem o documento, emitindo contra si uma prova de crime de falsidade ideológica.

Para Nelson Borges, diretor de vendas da Sergio Castro Imóveis, empresa atuante há mais de 74 anos no ramo imobiliário, as pessoas devem fazer checagens antes de realizar qualquer pagamento. ”Primeiro, deve-se comprar e vender imóveis com a assistência de um corretor de imóveis credenciado. Em segundo lugar, jamais se deve pagar qualquer coisa sem antes obter, de forma independente, uma certidão de ônus reais – o chamado RGI – do imóvel pretendido, além de checar a identidade de quem figura como vendedor”, ensina o profissional, que recomenda o uso dos serviços de imobiliárias estabelecidas ou advogados especializados em imóveis.

A dupla, que vai responder por tentativa de estelionato e falsidade ideológica foi conduzida à 21ª DP, sem apresentar resistência.

Com informações do jornal O Dia.

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