Ceciliano defende criação de secretaria nacional de combate às milícias

Ceciliano ainda destacou como motivo da desindustrialização do estado a falta de articulação política das bancadas de deputados e senadores no Congresso

Foto: Divulgação

Em encontro virtual com empresários, acadêmicos e formadores de opinião do grupo Juntos Somos + Rio, na noite de segunda-feira (29/8), o candidato ao Senado pela Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV), André Ceciliano, disse que o estado perde empresas por causa da violência e das milícias. Por isso, defende, assim como Lula, a recriação do Ministério da Segurança Pública com uma secretaria nacional voltada para o combate às milícias, que estão se espalhando pelo Brasil.

O Rio que já foi o sexto estado em número de empregos industriais na década de 80 se desindustrializou e estamos hoje em sexto lugar. Perdemos muitas empresas por conta da violência, da ocupação das milícias. A milícia tem tomado conta do Rio, tem tomado áreas do tráfico e tem terceirizado o tráfico em bolsões de pobreza. Ao investir na estrutura policial e também no (setor de) inteligência da corporação evitamos os piores efeitos colaterais da violência, que é a morte de inocentes e dos próprios policiais, que também são vítimas dessa situação”, disse André, que tem defendido investimento em equipamentos e treinamento.

Outro fator que ajuda a afugentar investimentos no estado, segundo André, é a falta de articulação da bancada federal fluminense no Congresso. Na live, André destacou a necessidade de uma articulação política em âmbito nacional para aumentar a competitividade do Rio na disputa por obras estruturantes com outras unidades federativas.

A gente precisa defender o estado, ter uma bancada federal mais atuante e integrada”, disse André, que deu como exemplo as bancadas de São Paulo, Minas e dos estados do Nordeste, que, segundo ele, sabem fazer “o lobby do bem”, defendendo os legítimos interesses dos seus estados.

Para se ter uma ideia, o Congresso votou uma lei, com apoio da bancada federal do Rio, que obriga o governo federal a investir em 8 mil megawatts de energia nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Isso é um crime para o Rio! O gás está aqui. Lá no Centro-Oeste, a vocação é a biomassa. No Nordeste, o potencial é o da energia solar e a eólica. E ainda assim a nossa bancada votou a favor em sua maioria favoravelmente a este projeto, não tiveram a compreensão do quanto isso iria prejudicar o Rio”.

André contou sobre uma visita recente que fez a um grande empresário de São Paulo, que tem empresas que empregam 22 mil pessoas no estado. “Sabe o que ele me disse?: ‘André, nunca ninguém do Rio veio conversar comigo’.

Entre os projetos defendidos por André está a construção do gasoduto 4B, levando o gás que hoje é reinjetado no Campo de Bacalhau, explorado pela Equinor, na Bacia de Santos, para a Baixada Fluminense, passando por Itaguaí. “Gás é indutor. Onde tem gás, tem indústria, e onde tem indústria, tem emprego”. André defendeu ainda a necessidade de diversificação dos investimentos no estado para atacar um problema crônico de baixa receita. “Entre todas as unidades da federação, o Rio é o 13º em ICMS per capita. Pensam que o estado do Rio é rico, mas um terço do nosso PIB vem da exploração de petróleo e não recebemos um centavo de ICMS por isso”, explicou.

Ele lembrou também da necessidade de investimentos nas universidades e institutos de pesquisa para desenvolvimento de novas tecnologias.

Precisamos transformar o conhecimento que está sendo gerado nessas universidades em produtos”, diz ele, ainda destacando o quanto o desenvolvimento econômico do estado pode ajudar inclusive no combate à violência.

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1 COMENTÁRIO

  1. Só jogando para a plateia. Só promete barbaridades inúteis. Candidato… não precisamos de secretarias. Precisamos de PUNIBILIDADE. Precisamos que as leis sejam cumpridas. Sabia que se prender e jogar fora a chave da cadeia… os ladrões e milicianos não voltam?

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