Cedae doa 250 mil mudas para ações ambientais em 2022

O quantitativo é suficiente para reflorestar uma área de cerca 150 hectares, ou seja, mais de 210 gramados do Maracanã

Foto: Reprodução/Internet

O esforço diário de J.B. no viveiro florestal da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Guandu, em Nova Iguaçu, é colhido em forma de transformação ambiental no Estado do Rio de Janeiro. Ele é um dos 600 apenados que integram o Replantando Vida, programa socioambiental da Cedae que concluiu o ano de 2022 com 250 mil mudas doadas para 53 municípios do Rio, dois de Minas Gerais e um de São Paulo – um aumento de 33% em relação ao ano passado. O quantitativo é suficiente para reflorestar uma área de cerca 150 hectares, ou seja, mais de 210 gramados do Maracanã.

Há 13 anos no programa que mais emprega mão de obra prisional do país, J.B. trabalha com a produção de mudas, ganhando o benefício de redução de um dia de pena a cada três de atividade.

“A oportunidade que eu tenho aqui é importante por diversas razões. Porque além de poder contribuir com o sustento da minha família, eu consigo me especializar e aprender mais sobre a restauração florestal. Isso me faz olhar com mais atenção para o meio ambiente. Fico muito feliz porque sei que o meu trabalho ajuda a deixar o verde cada vez mais verde”, conta.

As mudas doadas foram usadas em projetos de restauração florestal e educação ambiental desenvolvidos por organizações sociais, instituições de ensino e prefeituras. Todas as árvores e plantas foram cultivadas nos sete viveiros florestais mantidos pela Cedae, que têm capacidade de produzir 1,8 milhão de mudas por ano de 254 espécies nativas da Mata Atlântica, das quais 40 estão ameaçadas de extinção.

Entre os municípios que mais receberam doações estão Rio de Janeiro (40 mil mudas), Cachoeiras de Macacu (32,7 mil mudas), Nova Iguaçu (16 mil), Macaé (13,9 mil) e Queimados (9,8 mil). Já o “top 5” das espécies plantadas inclui juçara (16,8 mil), ipê-amarelo-cascudo (12,2 mil), aroeira-pimenteira (10,4 mil), goiabeira (8,9 mil) e ipê-rosa (8,4 mil).

“Os números mostram o compromisso da Cedae com o meio ambiente e com as pessoas que integram o Replantando Vida. Conseguimos contribuir ainda mais para a restauração florestal e a segurança hídrica do Estado em 2022, e vamos intensificar nossas ações em 2023, com a inauguração de dois novos viveiros que vão permitir um maior número de participantes e maior produção de mudas”, afirma Alcione Duarte, coordenador do programa.

Ações de replantio da Cedae

As mudas do Replantando Vida também ganharam outros destinos especiais: os projetos da Cedae para recuperação das matas ciliares do Rio Guandu e do Rio Macacu.

No Rio Guandu, responsável pelo abastecimento de mais de 80% da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, foram plantadas mais de 50 mil mudas em áreas dos municípios de Queimados, Seropédica, Japeri, Paracambi, Itaguaí e Nova Iguaçu.

Já nas margens do Rio Macacu, em Cachoeiras de Macacu, foram usadas mais de 30 mil mudas em ações de plantio. O projeto irá reforçar a infraestrutura verde da bacia hidrográfica, contribuindo para a segurança hídrica a médio e longo prazos do Sistema Imunana-Laranjal, que atende mais de 2 milhões de pessoas dos municípios de São Gonçalo, Niterói, partes de Maricá e Itaboraí, além da Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro.

Municípios e instituições interessadas em estabelecer parcerias para atividades de reflorestamento podem entrar em contato com a Companhia pelo e-mail replantandovida@cedae.com.br.

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