Central do Brasil receberá programação para o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

No evento, estará exposta a cartilha contra a Intolerância Religiosa que será trabalhada nas escolas públicas fluminenses

Foto: Divulgação

Em celebração ao Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, no dia 21 de janeiro, o Governo do Estado promove uma programação especial na Central do Brasil, nesta segunda-feira (23/01). A iniciativa vai reunir diferentes líderes religiosos e representantes sem credo para um diálogo que vai abordar religião, liberdade de expressão, respeito ao próximo, entre outros temas.

O Brasil e o Estado do Rio são territórios plurais que agregam diferentes religiões. Cada cidadão deve ter o direito preservado de manifestar a sua fé. Seguiremos combatendo este crime que é a intolerância religiosa. Que essa data tão simbólica seja também um importante momento de reflexão e respeito ao próximo“, disse o governador Cláudio Castro.

A ação na Central será promovida pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, em parceria com a Secretaria de Educação e o Conselho Estadual de Defesa e Promoção da Liberdade Religiosa-CONEPLIR, com o apoio da SuperVia. A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol) também se uniu à iniciativa e vai apresentar para os convidados o trabalho desenvolvido para combater a intolerância religiosa e a importância de denunciar. A instituição conta com a Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), especializada em investigar casos de preconceito.

Durante a dinâmica no local, líderes religiosos terão um espaço para apresentar uma breve exposição de suas crenças para os presentes e, também, convidar o público que circula pela estação para essa reflexão.

No evento, estará exposta a cartilha contra a Intolerância Religiosa preparada pela Secretaria de Educação e pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado que será trabalhada nas escolas públicas fluminenses. Exemplares também estarão disponíveis para distribuição. Ao fim da programação, balões brancos serão soltos para simbolizar a paz que deve reinar entre os diferentes credos.

Como denunciar e principais ocorrências

O Governo do Estado tem diferentes iniciativas para combater a intolerância religiosa, acolher as vítimas, assim como disponibilizar canais de denúncia. Os crimes de injúria racial, ultraje a culto e racismo podem ser denunciados em qualquer delegacia da Polícia Civil. A população fluminense também tem à disposição a Delegacia de Combate a Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que é especializada no atendimento às vítimas de condutas discriminatórias, como o racismo, homofobia, intolerância religiosa e outros crimes com motivação de ódio e discriminação. Em 2022, foram 83 registros de ocorrência confeccionados na unidade referentes à intolerância religiosa.

A delegacia funciona no Centro do Rio (Rua do Lavradio, nº 155) e os registros podem ser feitos presencialmente ou pelo e-mail decradipcerj@gmail.com. O cidadão também pode denunciar pela Delegacia Online da Secretaria de Estado de Polícia Civil (www.delegaciaonline.pcivil.rj.gov.br).

Já a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos possui a Superintendência de Promoção da Liberdade Religiosa que pode ser acessada por meio do Disque Direitos Humanos (0800 023 4567) ou presencialmente, na sede localizada no prédio da Central do Brasil (Praça Cristiano Otoni, s/nº, 7º andar). A Superintendência tem como objetivo acolher as vítimas com atendimentos jurídicos e psicológicos, assim como oferece os devidos encaminhamentos. Além disso, busca conscientizar a população a respeito da respeitabilidade do outro e das diferentes crenças. A Secretaria ainda possui um canal de atendimento direto ao cidadão fluminense, o Núcleo de Atendimento às Vítimas de Intolerância Religiosa (NAVIR) para àqueles que sofrem com violações ocasionadas por discriminação, intolerância ou racismo religioso.

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1 COMENTÁRIO

  1. Se eu coko budista ateu estou no ônibus, metrô, trem ou barca que, portanto, um meio de transporte para deslocamento de um local ao outro, a trabalho, estudo ou a passeio e, nesse trajeto, surge alguém pregando como louco no meu ouvido, isso é intolerância religiosa.

    Acho incrível que quando se fala de intolerância religiosa não se fala do assédio religioso promovido por um religioso contra outros de outra religião ou sem religião…

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