CEO assume VLT Carioca com a expectativa de aumentar a demanda em 50%

O engenheiro André Costa, diretor-presidente do Metrô Bahia, é o novo CEO do VLT Carioca. O executivo, por ora, vai acumular as duas funções

Advertisement
Receba notícias no WhatsApp
VLT roda no centro histórico do Rio de Janeiro | Foto: Rafa Pereira - Diário do Rio

O engenheiro André Costa, diretor-presidente do Metrô Bahia, é o novo CEO do VLT Carioca. Costa assume o lugar de Paulo Ferreira, que ocupou o cargo por apenas um ano e agora vai administrar as linhas 8 e 9 do metrô de São Paulo. André Costa, que foi diretor de tecnologia da CCR – detentora de 95% do VLT – vai acumular os dois cargos. Sua vida, por enquanto, será dividida entre Rio e Salvador (BA).

A missão do novo CEO do VLT Carioca não será fácil. O transporte sofre com a crise multifacetada que afeta a Região Central do Rio, a queda de 30% da demanda de passageiros, que está abaixo do volume pré-pandemia; além da adoção do trabalho remoto por muitas empresas.

Para contornar as variáveis desfavoráveis, o executivo aposta na exploração do potencial turístico do VLT. Para isso, a empresa lançou há pouco tempo um “guia virtual” em três idiomas no app, com o objetivo de atrair turistas para o modal. O pagamento da passagem com o celular, através de um Riocard virtual no app, é outro medida que está sendo providenciada para tornar o VLT mais atrativo.

De acordo com especialistas, o Terminal Gentileza, cujo projeto está avaliado em R$ 250 milhões, pode representar uma saída para a atual crise do VLT. A previsão é de que o veículo faça a conexão entre o futuro BRT Transbrasil, ônibus convencionais e as três linhas de VLT.

Advertisement

Com previsão de entrega até o fim de 2023, o terminal ocupará o terreno do antigo Gasômetro de São Cristóvão e pode aumentar em 50% o volume atual de passageiros transportados, que é de aproximadamente 80 mil por dia. André Costa destacou que a expectativa inicial de movimentação no terminal é de 10 mil passageiros, com possibilidade de chegar a 40 mil.

A contrato da CCR vai até 2038. Invepar, fundos de pensão Previ, Funcef e Petros detém os 5% restantes do VLT.

Andre Costa no CEO do VLT Carioca CEO assume VLT Carioca com a expectativa de aumentar a demanda em 50%
André Costa, no CEO do VLT Carioca / Divulgação

As informações são do jornal O Globo.

Advertisement
Receba notícias no WhatsApp
entrar grupo whatsapp CEO assume VLT Carioca com a expectativa de aumentar a demanda em 50%
Advertisement

6 COMENTÁRIOS

  1. Querem que o VLT melhore sua interação com a cidade? Simples: Aceitem que os modais tem que ser integrados e cobrem uma passagem única ou complementar de baixo custo. O VLT é integrado ao modal ônibus, mas o ônibus foi retirado do Centro. Então por que a PMRJ e a VLT Invepar não se acertam para a integração ida e volta no VLT, ficando você a fazer apenas um fluxo? Se usarmos o exemplo do Centro, hoje nada acessível com o desmonte da rede de ônibus, o cidadão gasta R$ 4,30 de bus + R$ 6,50 de metro = R$ 10,80. Ida e volta…vai longe. Se economizar para usar dois ônibus até dá, mas fica de olho no relógio, vai levar de hora e meia a duas horas por causa dos engarrafamentos, herança dos nós no transito implantados pela PMRJ que trocou o sentido dos fluxos de rua do Centro, tornando as ruas “empenadas”. Relembrando a década perdida dos grandes eventos, o período de maior sucesso da Rio Branco foi durante as obras da Perimetral, quando foi implantada a mão dupla para ônibus e taxis. Foi talvez o único caso da cidade onde o comércio reagiu positivamente a obras, que normalmente geram perdas reversíveis ou definitivas, como as atuais. Gerou uma esperança na região incrível para quando acabassem, mas esta foi desfeita quando o VLT começou a rodar, impondo a população um único corredor viário VLT-Metro, sem capilaridade alguma. A PMRJ fez sua parte e abriu guerra contra os empresários de ônibus. Não foi coincidência. Estes retaliaram e tiraram os ônibus já que os itinerários que deram para operar transportavam 40%, 30% dos passageiros de antes. Escolheram o eixo da Rio Branco em vez de uma linha litorânea. Erraram, a cidade paga, temos o Centro esvaziado. Trocar executivos sem ações no operacional para a recuperação do cliente, privilegiando o passageiro que gera faturamento e renda diária em vez dos turistas é mandatório. As ações, se boas resultam em bom vinho, se malfeitas, fazem com que vire vinagre

  2. Seria interessante encontrar um fórmula de levar o VLT até a Praia do Flamengo, na altura do Palácio do Catete….ou da própria rua do Catete…ou ao menos até a Glória, próximo à Rua Pedro Américo. Não sou engenheiro – não conheço a fórmula para tornar uma destas opções viáveis – mas, creio que levá-lo – ao menos – até o bairro da Glória é bastante viável.

  3. Quanto tempo será que vai levar até que os donos da concessionária comecem a choramingar por causa da baixa receita e ameacem abandonar o serviço caso o Estado não faça um aporte substancial de recursos, permitindo assim que empresários espertalhões continuem se locupletando com o dinheiro público e se divertindo na Europa? Redução de tarifas, para facilitar a vida dos usuários, nem pensar, né?

    • Não farão choramingos pra incluir no contrato porque isso já está no contrato deles desde o início e a prefeitura NUNCA pagou. O choramingo é para que a prefeitura pague o devido.

      No RJ, o combinado sai caro. Paes Palho não cumpriu o contrato, fez acordo para mendigar que o VLT fizesse o Terminal Gentileza e não sei como o VLT aceitou. Deve ser masoquismo.

      Reduzir tarifa de transporte não aumenta receita, ninguém decide sair mais de casa porque o VLT tá centavos mais barato.

      • Neolight, entenda: transporte PÚBLICO, até mesmo por coerência semântica, é de INTERESSE PÚBLICO, portanto deve atender aos interesses do público em geral, e NUNCA priorizar o lucro de poucos entes privados. Vou insistir sempre nesse ponto, criticar de forma contumaz a iniciativa privada, e defender que o serviço esteja disponível à população, à uma tarifa justa, contribuindo para o desenvolvimento das cidades e do bem-estar da população. Se os empresários do setor privado desejam participar deste setor, não me oponho, mas as diretrizes, as tarifas, as políticas, e tudo que afeta a disponibilidade, a qualidade e o valor do serviço, devem estar EXCLUSIVAMENTE sob comando do público, através de suas instituições públicas. Empresário privado não determina valor da tarifa, nem horário de funcionamento, nem quantidade de transporte disponível. Se os modelos de concessão estão assim definidos, que sejam imediatamente revisados, e que se pare com essa farra para encher os bolsos de empresários pilantras! Devolução ao público de tudo que pertence ao público, e já!

  4. A solução do VLT é dupla para ele e para o Galeão, deveriam prolongar uma linha até o aeroporto internacional, já que irá até o terminal intermodal Gentileza, prorrogavam a concessão por mais tempo e a empresa que assumiria os custos

Comente

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui