Chico Alencar: A resposta virá das urnas

Nesta eleição, o que está em jogo são duas concepções distintas de sociedade. De um lado, a bárbarie, o obscurantismo e o ódio. De outro, a civilização, a democracia e o amor ao próximo

Foto: Nelson Jr./TSE

Domingo é dia de eleição. Uma data que deve ser sempre comemorada, pois escolher quem ocupará as instâncias do Poder Executivo (federal e estadual) e os cargos do Legislativos (federal e estadual, além de senador) é um momento importante da cidadania.

Nesta eleição, o que está em jogo são duas concepções distintas de sociedade. De um lado, a bárbarie, o obscurantismo e o ódio. De outro, a civilização, a democracia e o amor ao próximo.

Nas ruas, a reação de fúria descabida dos fanáticos bolsonaristas revela desespero com a iminência da derrota acachapante nas urnas.

No último domingo (25), no Aterro do Flamengo, uma senhora reagiu à oferta de um panfleto fazendo o gesto (estúpido) da arminha, e ainda gritou: “pra vocês é pou, pou, pou!”.

No mesmo dia, na Praça Xavier de Brito (Tijuca), um sujeito fortão, com o braço tatuado de “símbolos nacionais”, berrou com raiva: “nem chega perto, aqui é Brasil, porra! Quebro a sua cara”. Ele se dirigia a uma militante do PSOL que faz a minha campanha para deputado federal. Ela, com serenidade, nem tentou argumentar.

No sábado (24), em Angra dos Reis, um bolsonarista deu uma paulada na cabeça de uma militante da campanha do candidato a deputado estadual Professor Josemar (PSOL). A jovem teve que ser hospitalizada e recebeu sete pontos.

Também no sábado, enquanto fazia campanha em Campo Grande, um carro avançou para cima do vereador William Siri e causou ferimentos em sua perna. O caso foi registrado na delegacia.

Em Montes Claros (MG), um comício do deputado federal Paulo Guedes (PT) foi atacado a tiros. A Polícia Federal deteve os suspeitos.

Um homem foi morto esfaqueado ao responder que era eleitor do Lula em um bar na cidade de Cascavel, no Ceará. Mais um assassinato político, por gente movida pelo ódio alimentado por este governo.

Na semana passada, recebi ameaças de morte pelas redes sociais. Nesta terça-feira (27), estive com o delegado Tarcísio Jansen, chefe de gabinete do secretário de Polícia Civil Fernando Albuquerque, e fui informado de que o caso já está na Justiça, na 17ª Vara Criminal, e que a polícia aguarda autorização judicial para quebrar o sigilo e identificar o autor da ameaça. Ainda não sabemos se o perfil é falso.

Nenhuma ameaça ou tentativa de violência política vai nos intimidar. Não vamos recuar diante da violência política. Os truculentos não vão nos fazer recuar. Nós manteremos a serena firmeza e usaremos a força dos argumentos e não o argumento da força.

Nossa resposta será contundente e incontestável, nas urnas. Seguimos juntos!

graduado em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Mestre em Educação pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e doutorando pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Chico Alencar tem mais de 30 de atuação na política institucional. Foi deputado federal por quatro legislaturas (2003 a 2019), deputado estadual (1999 a 2003) e voltou a ser vereador em 2021
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1 COMENTÁRIO

  1. “Nesta eleição, o que está em jogo são duas concepções distintas de sociedade. De um lado, a bárbarie, o obscurantismo e o ódio. De outro, a civilização, a democracia e o amor ao próximo”
    Embora a sua hipocrisia seja invasiva a qualquer pessoa do e de Bem, devo concordar com você.
    Por isso, opto e recomendo o voto na “civilização, a democracia e o amor ao próximo.” Acrescento LIBERDADE.
    Jair Bolsonaro 22

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