Cirurgião plástico comenta sobre o alto número de procedimentos realizados no Rio de Janeiro

Especialista analisa a expectativa para a realização das cirurgias plásticas nos próximos anos e da busca do público masculino aos procedimentos

O Brasil está na liderança do ranking mundial de países que mais realizam cirurgias plásticas. Segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) que quantificou o número de procedimentos realizados no Brasil em 2018, foram feitas mais de 1 milhão e 600 mil cirurgias, o que torna o país referência no assunto, até mesmo para clientes estrangeiros.

De acordo com o cirurgião plástico Dr. Ercílio Martins da Costa, a maioria dos procedimentos são realizados na região Sudeste, principalmente nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Essas são as regiões que mais recebem pacientes que buscam cirurgias plásticas e recebem um número crescente de pessoas de outros lugares do país e de outros países.

“São Paulo e Rio de Janeiro são os principais centros para a realização das cirurgias plásticas. Isso acontece já que a maioria dos profissionais estão nessas regiões. Para se ter uma noção, o Brasil possui 7300 especialistas credenciados na SBCP e cerca de 3600 estão localizados em São Paulo. Além disso, essa é a região onde estão os profissionais mais capacitados. Uma comparação interessante com os outros países é levar em conta o tempo de formação. No país são necessários 12 anos, enquanto em países como Argentina e Peru, somente 6 anos”, comentou.

E a expectativa é que o número de cirurgias plásticas realizadas no Brasil se mantenha em elevação. Para este ano, a SBCP espera que sejam realizadas mais de 2 milhões de cirurgias, o que representa 400 mil a mais em comparação ao ano de 2018. Um dos grandes motivos desse aumento se deve à aceitação dos homens a esse procedimento.

“Hoje, os homens representam 40% das cirurgias plásticas realizadas no Brasil. Esse número vem crescendo cada vez mais e a tendência é continuar assim. Há alguns anos atrás, os homens representavam somente 20% desse número. Com a aceitação cada vez maior, os números dos próximos anos serão bem maiores”, finalizou o cirurgião plástico.

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