Governo do RJ quer administrar Hospital Federal da Lagoa

Cláudio Castro se reuniu com Lula para tratar de variados assuntos, entre eles a gestão da unidade hospitalar localizada na Zona Sul do Rio

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Foto: Divulgação

Na segunda-feira (12/06), o governador Cláudio Castro se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, em Brasília, para tratar de pautas prioritárias para o Rio de Janeiro, como a revisão do regime de recuperação fiscal, o combate à fome e a estadualização do Hospital Federal da Lagoa a fim de transformá-lo no Instituto do Câncer.

Em meio ao encontro, Castro convidou Lula para participar de inaugurações que serão realizadas pelo Governo do Estado, como o Rio Imagem Baixada e o Restaurante do Povo, na Central do Brasil. “O presidente Lula se mostrou muito receptivo às demandas do estado para que a gente realmente possa evoluir. Conversamos sobre a pauta social, sobretudo a questão da saúde e o combate à fome”, disse Castro.

O governador também endossou o interesse em assumir o Hospital Federal da Lagoa para transformá-lo em um grande centro de referência de tratamento oncológico. “Falei para o presidente sobre a necessidade de universalizarmos a oncologia no Rio e que, portanto, queremos estadualizar o Hospital Federal da Lagoa para torná-lo um grande centro oncológico e desafogar os atendimentos no INCA, que está acima de sua capacidade para atender a população. O Estado do Rio gostaria muito de assumir o hospital”, destacou.

Um levantamento da Secretaria Estadual de Saúde estima que o futuro INCA, representaria um aporte entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões por ano, que seria arcado pelo estado, apesar da previsão de dificuldades de caixa nos próximos anos. O custo calculado é quase o triplo do atual, cerca de R$ 100 milhões, atualmente bancado pelo Ministério da Saúde.

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O secretário estadual da pasta, Doutor Luizinho, diz que a mudança é necessária até mesmo por causa do envelhecimento da população, que a torna mais suscetível a doenças como o câncer. Além disso, garantiu que o atendimento referente as outras especialidades realizados, hoje, nesta unidade da Lagoa, seria executado por outras unidades da rede estadual.

“O objetivo do Governo do Rio é estruturar o atendimento de alta complexidade do estado. A longevidade da população aumenta também a procura por serviços para os mais idosos, especialmente o de oncologia. Essa é a forma mais econômica e mais rápida para solucionar essa demanda”, disse Luizinho.

Na atualidade há uma fila de espera por vários procedimentos oncológicos no Rio de Janeiro. Os dados do Sistema Estadual de Regulação (SER) mostram que 231 pessoas aguardam, por exemplo, uma primeira consulta para planejar os procedimentos de radioterapia, algumas delas há cerca de cinco anos. Por sua vez, existem 289 pacientes à espera da primeira consulta ambulatorial em proctologia. O primeiro entrou na fila em 26 de novembro de 2022.

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