Colégio Miguel Couto, na Tijuca, está à venda após falência

O espaço se tornou alvo de invasões por moradores de rua, usuários de drogas e até mesmo criminosos, que realizavam furtos e roubos na região

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Após o fechamento em 2022, o Colégio Miguel Couto, na Rua Mariz e Barros, 420, na divisa dos bairros da Tijuca e Praça da Bandeira, encontra-se agora à venda, gerando um intenso debate na comunidade local.

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Foto: Reprodução

A decisão de colocar a propriedade à venda veio após 2 anos de abandono, durante os quais o prédio de 2758 m² tornou-se alvo de invasões por moradores de rua, usuários de drogas e até mesmo criminosos, que realizavam furtos e roubos na região. Relatos indicam que várias peças de metal foram furtadas do local ao longo desse período de negligência, enquanto a sujeira acumulada no pátio da unidade elevou as preocupações com a possibilidade de se tornar um criadouro do mosquito da dengue.

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Pátio do colégio abandonado – Foto: Portal Grande Tijuca

O encerramento das atividades do Colégio Miguel Couto, anunciado no final de 2022, foi justificado pela administração citando inadimplência e os impactos da pandemia de Covid-19. No entanto, denúncias feitas pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (SinPro-Rio) apontam que os funcionários foram deixados sem o pagamento de verbas rescisórias devidas, lançando luz sobre possíveis irregularidades nos bastidores da instituição. Há relatos de que o Instituto Guanabara, grupo controlador do colégio, faliu, visto que outras unidades em diferentes bairros do Rio de Janeiro também encerraram suas atividades, incluindo Bangu, Vila da Penha, Méier e Barra da Tijuca.

O destino do complexo educacional esteve envolto em disputas judiciais e agora está sendo comercializado por uma imobiliária por um valor inicialmente divulgado por R$ 8,5 milhões, com imagens que estavam disponíveis na plataforma Viva Real. Logo após a publicação da reportagem, o valor foi “desmentido” pela parte proprietária.

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Foto: Reprodução/Google Maps

Em nota, a parte envolvida informa: “tal anúncio não foi autorizado pela Signatária, detentora de mais de 60% do aludido imóvel e atual possuidora que, na qualidade de investidora do mercado imobiliário, está adquirindo o imóvel pelo preço real de mercado. cabe esclarecer que o anunciante foi notificado sobre a retirada do anúncio, em razão da ausência de autorização, além do incorreto valor de mercado e que, após a aquisição imissão na posse, passou a zelar pelo estado de conservação e pela segurança do imóvel que, anteriormente, vinha sofrendo invasões diversas.”

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