Com entrega prevista para o 1º semestre, o Porto Maravalley será o grande centro de educação e inovação do Brasil

O Porto consolida o Rio como uma crypto city e um hub de inovação nacional, segundo secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação

Vista aérea do Porto Maravilha • Foto: Rafa Pereira, Diário do Rio

Com previsão de entrega para o primeiro semestre de 2023, o Porto Maravalley é a grande aposta do poder público municipal para tornar a cidade do Rio de Janeiro um polo de inovação e educação. Na avaliação do secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação do Rio de Janeiro, Chicão Bulhões, o Porto certamente impactará de forma positiva a economia da cidade, através da instalação de empresas de tecnologia e congêneres, que demandarão mão de obra especializada, viabilizando um grande giro no mercado de trabalho e renda carioca.  

“A região atrairá empresas de tecnologia e demandará mão de obra qualificada, gerando emprego e renda. Além disso, a presença do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e de outros programas, como a iniciativa Programadores Cariocas, deve contribuir com a capacitação da população e redução das desigualdades”, afirmou o secretário ao portal Panorama Crypto.

Com o apoio da Transfero e de outras empresas e instituições, o Maravalley é visto como um divisor de águas para a economia do Rio de Janeiro e para o segmento de inovação tecnológica no Brasil, de acordo com Chicão Bulhões.

Chicão Bulhões secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação do Rio de Janeiro / Reprodução

Em entrevista ao Panorama Crypto, o secretário adiantou que o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), uma das mais renomadas instituições de ensino brasileira, dará início o seu primeiro curso de graduação no Rio. O que representará um grande diferencial para a cidade, uma vez que o IMPA é especializado em cursos de pós-graduação. Chicão Bulhões destacou que uma das formas de ingresso na nova graduação pode ser através da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). Aos alunos da graduação serão concedidas bolsas de estudos, medida que pode atrair estudantes de todo o Brasil, especialmente egressos de escolas públicas.

Bulhões destacou ainda que existem outras inciativas voltadas para o sucesso do Porto Maravalley, entre elas está o projeto da Prefeitura Programadores Cariocas cujo objetivo é formar cinco mil jovens de baixa renda em programação até 2024. Estudantes formados no ensino público, ou refugiados, com prioridade para mulheres, negros e pessoas trans compõem os públicos-alvo da iniciativa, que concederá bolsas de estudo (integrais ou parciais), auxílio financeiro de R$ 500, por seis meses, e um computador para cada aluno ao final do curso. Tudo custeado pela Prefeitura do Rio. O projeto já conta com mais de 3,6 mil inscritos.

O Programadores Cariocas, segundo Bulhões, está sendo bem-sucedido em seus objetivos de formação e inclusão social. Atualmente, o projeto conta com 750 alunos matriculados: 70% negros (pretos ou pardos) e 40% mulheres, sendo a metade deles residentes em favelas da cidade.

O secretário frisou que o hub carioca já está em plena atratividade de novos empreendimentos, por conta da Lei do “ISS Tech” (Lei Municipal 7.000/2021), que permitiu a redução da alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS) cobrado sobre empresas de tecnologia que venham a se instalar no Porto.

A meta da Prefeitura, de acordo com Chicão Bulhões é de que, até 2024, sejam atraídas ou fomentadas 400 startups, gerando entre 5 mil e 10 mil empregos na região, que possui infraestrutura moderna e fácil acesso de transporte público. Fatores que, por sua vez, atrairão novos projetos da construção civil. Atualmente, seis novos empreendimentos residenciais estão licenciados para construção no Maravalley, com previsão de atender aproximadamente 13 mil pessoas, nos próximos quatro anos.

Indagado sobre as medidas elaboradas para que o Rio de Janeiro se torne uma “Crypto City”, Bulhões lembrou que, no início de 2022, o prefeito Eduardo Paes (PSD) criou um Grupo de Trabalho sob a coordenação da sua secretaria, voltado para o desenvolvimento de um ambiente de negócios relacionado ao mercado de moedas digitais, meios de pagamentos, tecnologia blockchain. A medida, segundo o secretário, gerou resultados importantes, como “a criação de um Comitê Municipal de Criptoinvestimentos (CMCI) e a vinda de empresas importantes do setor para a cidade,” que será o primeiro município do Brasil a aceitar pagamento de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) com criptomoedas, a partir de 2023. As empresas do mundo cripto também serão beneficiadas pelo ISS Tech, uma vez que estão conectadas ao ecossistema de tecnologia.

Ao Panorama Crypto, Chicão Bulhões reforçou que, além da Transfero e do IMPA, empresas como, Rede D’OR, Instituto Visagio, Instituto de Mobilidade e Desenvolvimento Social e Movimento Brasil Competitivo e Americanas já integram parte do projeto que, certamente, atrairá mais empresas e parceiros para o Maravalley, que foi idealizado para ser “o maior hub de inovação e educação do país, reunindo atores do empreendedorismo carioca, corporações mantenedoras, investidores e academia em um só espaço da cidade,” disse o secretário, acrescentando que o Rio de Janeiro, com o Porto “ganha um equipamento moderno, capaz de lançar a cidade na rota de inovação global, atraindo investimentos, estimulando a criação de novas startups, promovendo negócios e gerando empregos”. Com isso, a iniciativa é uma das mais importantes para tornar a cidade a capital da inovação e tecnologia do Brasil.

As informações são do portal Panorama Crypto.

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1 COMENTÁRIO

  1. Todo apoio à ideia e tal, mas achar que isso será uma nova Silicon Valley é pedir demais. Já acharam que o Porto Maravilha seria uma Miami ou Puerto Madero com hotéis, torres e restaurantes. Acabou virando o que é hoje: projetos de residenciais enormes pra classe média e média baixa lançados no desespero de dar uma solução para aquele espaço todo.

    Para algo como um Vale do Silício acontecer tem que ter base: não é só fazer calçadinha nova, re-zoneamento urbano, botar um trenzinho na rua. É preciso uma massa crítica de pessoas muito bem formadas para trabalhar nestes lugares que demandam muita lógica pra desenvolver programação! Há esta mão-de-obra qualificada aqui no Rio de Janeiro? Outra, pra instituir empregos desta qualificação – tem de ter salários bons, competitivos de maneira que a pessoa não emigre pro verdadeiro vale do silício. Haverá empresa querendo pagar isso aqui no Rio de Janeiro?

    Muito pessimista? Talvez! O que eu estou querendo dizer é que nos prometem um vale do silício, mas o que deverá ocorrer é agrupar empresas revendedoras de coisas tecnológicas, sucursais – cujo risco é mais baixo. Desenvolvimento mesmo de hardware e software, eu duvido.

    Desconfie dessas ideias muito mirabolantes. Especialmente quando embaladas com nome bonitinho. Embora que Maravalley me parece bem cafona.

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