Com mais de 400 intervenções em monumentos, 2022 foi o ano da Conservação

As ações de manutenção são recorrentes devido aos repetidos casos de vandalismo, então um mesmo monumento ou chafariz pode receber limpeza mais de uma vez ao ano

Foto: Divulgação

Em junho de 2022, o DIÁRIO DO RIO definiu o trabalho da secretaria municipal de Conservação como a arte de enxugar gelo. Meses depois, as dificuldades da pasta ainda existem, mas é preciso destacar os feitos deste ano, na busca por fazer um Rio de Janeiro melhor.

Desde janeiro de 2022, a Gerência de Monumentos e Chafarizes fez a manutenção de mais de 400 monumentos e chafarizes. As ações de manutenção são recorrentes devido aos repetidos casos de vandalismo, então um mesmo monumento ou chafariz pode receber limpeza, por exemplo, mais de uma vez ao ano.

Sob a responsabilidade da pasta, há 1.238 monumentos e 139 chafarizes em toda a cidade do Rio de Janeiro. A secretaria comemora que as ações de restauro e recuperação de monumentos e de locais como a Quinta da Boa Vista, executadas em 2022 para celebrar o Bicentenário da Independência, são a maior concentração de conservação histórica da cidade do Rio de Janeiro.

Foi tudo ótimo. A gente arrisca dizer que foi a maior de concentração de conservação histórica da cidade. Por conta do Bicentenário, nós fizemos toda a revitalização da Quinta da Boa Vista, incluindo seus monumentos e seus portões, então, só dentro da Quinta a gente tem em torno de 10 monumentos. Saindo da Quinta, foram feitas várias intervenções pela cidade. Isso, sem contar as intervenções do dia a dia“, contou a responsável pela pasta, Anna Laura Secco.

Em 2022, as ações relacionadas ao Bicentenário da Independência incluíram a revitalização da Quinta da Boa Vista, com ações de conservação em todo o parque, bem como a confecção de um mosaico comemorativo em pedras portuguesas aos pés da estátua de D. Pedro II, perto da Alameda das Sapucaias. Foram entregues, novos em folha, o jardim-terraço que fica diante do Museu Nacional, os quatro portões da Quinta, os monumentos (estátua de D. Pedro II; Templo de Apolo; Gruta e Cascata; Pagode Chinês; Dólmens de Meditação; esculturas Canto das Sereias e Serpente; bustos de José Bonifácio, Auguste Glaziou e Nilo Peçanha) e os elementos em rocaille, como pontes, bancos e guarda-corpos. Também passaram por reformas as calçadas, a pavimentação das vias internas da Quinta e o gradil do entorno, os banheiros, as quadras poliesportivas e de grama sintética, o campo de saibro, os bancos em concreto e o sistema de drenagem. E foi implementada uma Academia da Terceira Idade, com equipamentos de ginástica. Em outras áreas da cidade, foram restauradas as estátuas de D. Pedro I, na Praça Tiradentes, de José Bonifácio, no Largo de São Francisco, os monumentos da Praça XV, no Centro, e a Ponte dos Jesuítas, em Santa Cruz.

Ainda em 2022, foram recuperados os Arcos da Lapa e religados os chafarizes da Avenida Princesa Isabel, em Copacabana; da Praça João Berchemman, em Irajá, e da Praça Ben Gurion, em Laranjeiras. Também está sendo executada uma grande revitalização do Parque do Flamengo, uma área tombada.

Sobre o cuidado da população com os monumentos, Anna Laura não viu melhora: “a gente não sente melhora. Cabe até uma questão de mau uso… vou citar um caso que eu vi. Nós entregamos Dom Pedro I no dia 07 de setembro na Praça Tiradentes, não tinha uma pedrinha portuguesa fora do lugar. No dia 10 de setembro, tinha um caminhão de gelo para um evento na praça. A gente pede que as pessoas tenham um carinho, porque zelar pelo patrimônio é o resgate da nossa história“.

Ela ainda completou: “as pessoas realmente não tomam cuidado… é triste“.

Perguntada sobre os próximos planos, ela respondeu afirmando que o próximo ano será de muito trabalho: “2023 a gente vai entregar 10 chafarizes, entre eles o da Candelária, dois de Botafogo, um da Praça Seca… já iniciamos isso. E vamos continuar com toda dedicação, zelando pelos monumentos e pelos chafarizes como um todo. Ainda não tem nenhum projeto especial, mas vamos continuar cuidando de todos”.

Continuamos sempre o nosso trabalho, os nossos restauros, e pedindo ajuda da população para não pichar, não estragar, não danificar o patrimônio público, que é de todos nós”, encerrou, reforçando o pedido para que os cariocas ajudem a conservar o patrimônio do Rio.

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